O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (17) que o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, respondeu de forma “muito positiva” às mensagens que enviou para a abertura de um diálogo.
A declaração surge um dia depois do líder republicano ter informado nas redes sociais que o Pentágono reduzirá a escala das manobras militares que envolvem EUA e Coreia do Sul por enviarem um sinal “inadequado” a um país que considerou ter sido “respeitoso” durante seus mandatos.
Ao ser perguntado no Salão Oval da Casa Branca sobre o motivo de Kim não ter lhe respondido publicamente essa mensagem, Trump respondeu que o ditador norte-coreano o fez, mas não entrou em detalhes.
Quando questionado sobre como está sendo essa troca de mensagens, Trump simplesmente acrescentou que “muito positiva”.
O presidente americano se reuniu três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo para evitar uma proliferação de armas nucleares na península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta ao considerar insuficiente a oferta de Pyongyang, algo que, segundo especialistas, pode ter aumentado enormemente a desconfiança do regime norte-coreano, agora muito próximo da Rússia.
Durante seu primeiro mandato, Trump chegou a ordenar a suspensão das manobras militares entre Seul e Washington para favorecer o diálogo com Pyongyang.
O presidente americano destacou em sua mensagem neste domingo que Seul tinha se recusado a apoiar Washington em sua guerra para “desnuclearizar” o Irã, algo que voltou a frisar nesta segunda-feira.
Trump também afirmou que a Coreia do Sul conseguiu convencer o governo de Joe Biden (que o sucedeu entre 2021 e 2025 após seu primeiro mandato presidencial) a reduzir o aumento da sua contribuição para os gastos militares compartilhados entre os dois aliados.
“Convenceram Biden de que eu provavelmente era uma pessoa má, e não deveriam ter feito isso”, declarou.
Ao ser perguntado sobre as acusações de que, sob seu governo, os EUA se mostram mais próximos de países como Coreia do Norte – tecnicamente ainda em guerra com o país e a Coreia do Sul – do que de seus aliados tradicionais, o presidente americano disse que sua decisão, na verdade, torna a península coreana um lugar “mais seguro” e que Kim sempre o “tratou com respeito” e o entende bem.
Seul espera que relação entre Washington e Pyongyang favoreça diálogo
A Coreia do Sul afirmou nesta segunda-feira que espera que a “muito boa relação” que o presidente Trump garantiu ter com o ditador Kim Jong-un propicie um diálogo entre os países.
“Esperamos que a relação amistosa entre os líderes de Coreia do Norte e EUA leve a um diálogo significativo, iniciando assim conversas para promover a paz e a estabilidade na península coreana”, disse um porta-voz da Presidência sul-coreana, citado pela agência de notícias Yonhap.
Nesse sentido, o porta-voz disse que Seul fará “os esforços diplomáticos necessários”, atuando como “propulsor”, em estreita coordenação com as autoridades americanas.
“Mantemos consultas estreitas com os EUA sobre possíveis contribuições militares práticas, levando em consideração diversos fatores, como nossa prontidão defensiva na península coreana e os procedimentos legais internos”, disse o governo de Seul.
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