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Comissão aprova novas diretrizes para tratamento de pacientes renais no SUS

Saúde

Comissão aprova novas diretrizes para tratamento de pacientes renais no SUS

O projeto continua em análise na Câmara dos Deputados
Da Agência Câmara – 18/08/2026 – 15:45

Ver resumo

  • O SUS deve priorizar tratamentos que reduzam o deslocamento constante de pacientes crônicos, como a diálise domiciliar e o uso de telessaúde.
  • Texto aprovado exclui a obrigação de atender o paciente em clínicas a 50 km de distância de suas residências.
  • Relatora apontou dificuldades operacionais e orçamentárias para fixar um limite geográfico.
Silvia Cristina recomendou a aprovação do projetoFoto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou proposta que define diretrizes para ampliar o acesso de pessoas com doença crônica ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir barreiras geográficas.

O texto permite que os serviços de saúde priorizem tratamentos que reduzam a necessidade de transporte constante, como a diálise peritoneal domiciliar, realizada na residência do paciente.

Mudanças no texto original

A comissão aprovou a versão (substitutivo) da relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO), para o Projeto de Lei 2068/25, do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

Veja a íntegra do texto aprovado

O texto original garante aos pacientes renais do SUS o direito de serem atendidos em clínicas de hemodiálise situadas a, no máximo, 50 quilômetros de suas residências.

A relatora, no entanto, apontou dificuldades operacionais e orçamentárias para fixar um limite geográfico. “A distribuição nacional dos serviços de diálise não se orienta apenas por critérios geográficos, mas por parâmetros epidemiológicos, escala assistencial, capacidade instalada e pactuação interfederativa”, explicou Silvia Cristina.

Além disso, a deputada ressaltou o risco orçamentário da medida original, que criaria novas despesas para a União sem apresentar a estimativa de impacto financeiro exigida por lei.

Telessaúde

O substitutivo também autoriza os gestores do SUS a adotarem ações de apoio, como orientações e monitoramento à distância, articulando essas ações com as políticas de transporte sanitário já existentes.

O uso de recursos de telessaúde e monitoramento remoto também passa a ser estimulado.

A implementação das diretrizes dependerá dos orçamentos de cada estado e município para não gerar despesas obrigatórias ou novos custos administrativos.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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