VILLA NEWS

Presidente do Paraguai diz que América do Sul vive transformação política com avanço da direita

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse nesta sexta-feira (7), ao chegar a cidade de Cali, na Colômbia, para participar da cerimônia de posse de Abelardo de la Espriella, que a América do Sul atravessa um “processo de transformação” política marcado pelo avanço de governos de direita na região.

Ao falar sobre sua presença na posse de De la Espriella, o líder paraguaio afirmou que a ocasião representa um momento de reafirmação de laços políticos e institucionais entre os países da região, além de simbolizar o fortalecimento de uma agenda comum.

“Viemos reafirmar [esse vínculo] neste momento tão importante, em que o presidente Abelardo assume as rédeas com a grande responsabilidade de poder liderar o processo de transformação que vive não apenas a Colômbia, mas toda a América do Sul”, disse Peña antes da cerimônia de posse.

A declaração fez referência à guinada política registrada nos últimos anos na região. Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador e Paraguai são atualmente governados por lideranças conservadoras ou de direita.

Brasil, Uruguai e Venezuela, por outro lado, permanecem sob governos identificados com a esquerda.

Peña afirmou que a mudança de governo na Colômbia deverá facilitar a cooperação entre os dois países, especialmente na área de segurança. Segundo o presidente paraguaio, a relação nesse setor enfrentou dificuldades durante o governo do esquerdista Gustavo Petro. Peña afirmou que, nos últimos três anos, não conseguiu coordenar diretamente com o então presidente colombiano ações conjuntas sobre segurança.

O presidente do Paraguai defendeu uma atuação integrada dos governos sul-americanos contra o crime organizado e os delitos transnacionais. Ele também citou o Escudo das Américas, iniciativa criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ampliar a coordenação regional no combate a organizações criminosas.

“O crime organizado, os delitos transnacionais, são impossíveis de combater sem governos que estejam coordenados”, afirmou Peña. Segundo ele, o fortalecimento dos vínculos entre os países é necessário porque esse tipo de ameaça ultrapassa fronteiras e afeta diferentes sociedades da região.

VEJA TAMBÉM:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *