O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que existe uma “roubalheira na mais alta cúpula do Judiciário” durante um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul (SP).
Flávio criticou a atuação de integrantes das cortes superiores e associou a cúpula do Judiciário a problemas institucionais do país.
Cerca de 80 pessoas participaram da agenda, dedicada ao debate sobre o futuro da economia brasileira. Entre as autoridades presentes estiveram o prefeito Tite Campanella (Republicanos) e o deputado estadual Thiago Auricchio (PL).
“Entendem qual o pavor que eles têm de a gente chegar e fazer a coisa certa? Imaginam até onde eles estão dispostos a ir para impedir que nós cheguemos juntos a Brasília? Eles vão ultrapassar o limite da maldade”, afirmou.
Flávio promete endurecer lei penal
Na sequência, Flávio afirmou que investigações contra ele não encontraram irregularidades e disse que sua vida “foi virada do avesso”.
“Não acharam nada porque sou filho do Bolsonaro, não sou filho do Lula. Ah, Flávio, mas e se aparecer um vídeo seu daqui para a frente? Fica tranquilo, não fiz nada de errado, então não tem o que aparecer”, disse.
O senador também afirmou que recebeu mais de 1.800 ameaças de morte, reforçou a segurança da família e disse que continua na disputa presidencial por causa da fé.
Ao tratar da segurança pública, Flávio prometeu endurecer a legislação penal e afirmou que pretende “arregaçar marginal” caso chegue à Presidência.
“Sou radical. Vagabundo de PCC que tortura filha de trabalhador para poder abusar sexualmente e o pai não ter a quem recorrer, eu vou fazer com que essa família nunca mais precise olhar para a cara de um filho da puta desse”, declarou.
Na parte final do discurso, o senador voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio citou a Operação Lava Jato, a relação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o Banco Master e as investigações sobre fraudes no INSS.
“As identidades do PT: incompetência, corrupção e covardia. Temos uma responsabilidade muito grande de virar a chave desse país. Ou nós vencemos as eleições ou o PT vai arruinar o Brasil”, afirmou.
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