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Petistas apoiam críticas públicas de Michelle a Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que 42% do eleitorado tendem a apoiar Michelle Bolsonaro (PL) no desentendimento público com o pré-candidato à Presidência da República do PL, Flávio Bolsonaro. O senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem o apoio de 18% dos entrevistados no conflito com a ex-primeira-dama, exposto após ela manifestar divergências sobre as articulações eleitorais da sigla.

O apoio a Michelle Bolsonaro é potencializado pelo eleitorado de esquerda. De acordo com a pesquisa, 64% dos entrevistados que se declararam “lulistas” afirmaram que tendem a concordar com a ex-primeira-dama, mesmo índice de apoio entre os eleitores da “esquerda não lulista”.

Ainda segundo o levantamento, 62% dos entrevistados que se declararam como petistas e 74% dos que se consideram como “esquerda não lulista” responderam que Michelle acertou ao expor as divergências com Flávio. No quadro geral, 45% afirmaram aprovam a postura enquanto 38% responderam que Michelle errou ao usar as redes sociais para discutir os problemas internos do PL.

No âmbito partidário, a pré-campanha petista pretende usar o conflito familiar do candidato adversário para desgastar a imagem de Flávio. Um interlocutor petista ouvido pela Gazeta do Povo disse que Lula não deve confrontar Flávio antes do início oficial da campanha, justamente por causa da exposição provocada por Michelle após a divulgação do vídeo de 27 minutos sobre os bastidores das articulações políticas na pré-campanha de Flávio.

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O senador do PL precisa reconquistar o apoio de Michelle, na avaliação da maioria dos eleitores que responderam se identificar com a direita ouvidos pela pesquisa Genial/Quaest. A reaproximação é vista como estratégica, principalmente para recuperação dos votos do eleitorado independente.

Nesse segmento, 38% se manifestam a favor de Michelle, enquanto 11% tendem a ficar do lado de Flávio. Para 53% dos eleitores da “direita não bolsonarista”, a participação direta de Michelle na futura campanha presidencial de Flávio aumenta as chances de vitória contra Lula. A percepção é a mesma para 45% dos entrevistados que se declaram bolsonaristas.

O levantamento aponta que Flávio perdeu eleitores após o impacto do vazamento do áudio dele a Daniel Vorcaro — em que pede o financiamento do filme Dark Horse sobre a trajetória política do pai — e depois por ser envolvido por Michelle no embate público sobre as articulações políticas.

Em abril, Flávio estava numericamente à frente de Lula com 42% das intenções de votos no segundo turno, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest. O petista tinha 40% da preferência dos entrevistados, o que representava empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O último levantamento aponta para 45% das intenções de voto a Lula e 37% para Flávio.

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Enquanto o eleitorado mais à esquerda acredita que a ex-primeira-dama divulgou o vídeo com críticas públicas a Flávio para assumir o posto de candidata à Presidência da família Bolsonaro, 35% dos eleitores de direita defendem que ela teve a intenção de expor o descontentamento com a decisão do PL em apoiar Ciro Gomes (PSDB) na eleição ao governo do Ceará.

Essa também é a posição de 29% dos bolsonaristas ouvidos pelo instituto de pesquisa. Entre petistas e eleitores da “esquerda não lulista”, 47% e 44% consideram que o desejo de Michelle é disputar a eleição presidencial pelo PL. A opinião é a mesma de 30% dos entrevistados da “direita não bolsonarista” e de 31% do eleitorado mais fiel ao ex-presidente.

Metodologias das pesquisas citadas

  • Quaest 15/7/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Registro no TSE nº BR-07181/2026.
  • Quaest 15/4/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-09285/2026.

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