O presidente do Parlamento e negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf: regime islâmico quer ter controle do Estreito de Ormuz. (Foto: URS FLUEELER/EFE/EPA)
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O regime islâmico do Irã ameaçou nesta quinta-feira (2) uma “resposta decisiva” contra petroleiros e outras embarcações que navegarem fora das rotas aprovadas por Teerã no Estreito de Ormuz. O regime já fez outras ameaças contra embarcações na rota e chegou a lançar ataques na região.
O novo alerta foi feito pelo comando militar conjunto do Irã e transmitido pela televisão estatal iraniana. A declaração afirma que navios que passarem pelo estreito devem seguir as “regras de navegação” definidas pelo regime.
“Qualquer falha em cumprir as rotas e regras de navegação determinadas pelo Irã no Estreito de Ormuz, desvio da rota designada ou violação dessas regras será respondida de forma imediata e decisiva pelas Forças Armadas”, disse o comunicado.
A ameaça aumenta novamente a tensão em torno do Estreito de Ormuz. A rota é estratégica porque concentra parte relevante do transporte marítimo de petróleo e gás.
De acordo com a Associated Press, a declaração foi feita depois de diplomatas dos Estados Unidos e do Irã se reunirem com mediadores no Catar. O estreito se tornou um dos principais pontos das negociações em curso para tentar encerrar de forma definitiva a guerra com o Irã.
Não ficou estava claro o que motivou a nova ameaça iraniana. No entanto, o Comando Central dos Estados Unidos divulgou um comunicado após a reunião com autoridades de países do Oriente Médio no Bahrein, afirmando que os participantes defenderam o “livre fluxo do comércio” pelo Estreito de Ormuz. O comunicado pode ter irritado Teerã, que se prepara para o funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto nos primeiros momentos da guerra, em fevereiro. A cerimônia deve começar neste fim de semana.
O comunicado iraniano também advertiu que uma eventual interferência das forças americanas no estreito terá uma reação “rápida e decisiva”.
Estados Unidos e Irã assinaram um memorando em junho para permitir a livre passagem de navios pelo Ormuz por 60 dias. Apesar disso, Teerã insiste que deve controlar as rotas das embarcações e cobrar tarifas futuramente pela passagem.
Os Estados Unidos e vários países árabes do Golfo afirmam que não aceitarão a cobrança iraniana pela passagem de navios no Estreito de Ormuz.
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