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61% dizem que ligação de Jaques Wagner com Master prejudica campanha de Lula

Pesquisa: 74% acreditam que o senador Jaques Wagner recebeu vantagens do Banco Master. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

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A maioria dos brasileiros acredita que a investigação do caso Master envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) pode prejudicar a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2), segundo a qual 61,2% dos entrevistados afirmam que o caso tem potencial para afetar a candidatura do petista.

O levantamento também aponta que 59% avaliam que a investigação atinge o governo federal de alguma forma. Entre os entrevistados que disseram conhecer a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, 74,3% afirmaram acreditar que o senador recebeu vantagens indevidas do Banco Master, enquanto 9,4% discordaram e 16,2% disseram não saber.

A pesquisa ouviu inicialmente se os entrevistados tinham conhecimento das investigações envolvendo o senador, que até recentemente ocupava a liderança do governo Lula no Senado. Apenas aqueles que responderam positivamente foram questionados sobre a existência de vantagens indevidas.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

Operação levou à saída da liderança do governo

Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Após a ação da PF, Wagner deixou a liderança do governo no Senado. O próprio parlamentar afirmou que a decisão teve como objetivo concentrar esforços na defesa de sua inocência e na campanha eleitoral de 2026.

Senador nega irregularidades

Jaques Wagner admite manter amizade com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e também alvo da operação, mas nega ter favorecido a instituição de forma ilícita.

Em entrevistas após a operação, o senador criticou a atuação da Polícia Federal, classificando a ação como uma “espetacularização”, e afirmou que pretende demonstrar sua inocência durante o andamento das investigações.

Mesmo após o desgaste provocado pela operação, Wagner segue entre os principais nomes na disputa por uma das vagas ao Senado pela Bahia, segundo pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias.

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