Deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS. (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)
Ouça este conteúdo
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quarta-feira (1º) que as sanções anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra empresas e cidadãos brasileiros por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) reforçam alertas feitos por ele durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que parte das empresas e pessoas atingidas pelas medidas americanas já havia sido mencionada no relatório final apresentado por ele na comissão, que investigou fraudes na Previdência Social.
Na terça-feira (30), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading, Wave e Pixwave, por supostos vínculos com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo as autoridades americanas, Shimada teria participado da movimentação de recursos ilícitos da facção criminosa.
Para Alfredo Gaspar, a decisão do governo americano reforça a necessidade de aprofundar as investigações iniciadas pela CPMI.
“Precisou o Estado americano intervir em investigações para sancionar essas empresas e cidadãos brasileiros. Isso é muito grave. O PCC é uma organização criminosa reconhecida mundialmente. Sabe onde essas conexões estão citadas? No meu relatório da CPMI do INSS. Victor Henrique de Oliveira Shimada, que já foi preso por lavagem de dinheiro, está no relatório. A Pixwave e a Victory Trading fazem parte dessa conexão. Tudo isso está descrito no nosso relatório”, declarou.
O deputado também criticou parlamentares da base do governo Lula, do PT e de partidos de esquerda por, segundo ele, terem se posicionado contra a prorrogação da comissão e a aprovação de seu relatório.
“Quem impediu a continuidade das investigações e foi contra a prorrogação da CPMI do INSS? Quem foi contra o relatório? O PT, a esquerda e a base do governo Lula. O Brasil precisa enfrentar o crime organizado sem proteção política”, afirmou.
Gaspar defendeu que as apurações tenham continuidade diante dos novos desdobramentos.
“A cada novo desdobramento, fica mais evidente a importância da CPMI do INSS e das investigações que foram interrompidas. Eu alertei diversas vezes, durante os trabalhos da Comissão, sobre a relação dos envolvidos nas fraudes da Previdência Social com o crime organizado. Mesmo assim, houve resistência à prorrogação dos nossos trabalhos e ao avanço das apurações. A sociedade brasileira precisa de respostas”, concluiu.
As declarações do parlamentar foram feitas após o anúncio das sanções pelos Estados Unidos. Até o momento, não há informação de que autoridades brasileiras tenham se manifestado sobre as afirmações de Alfredo Gaspar relacionando o conteúdo do relatório da CPMI às medidas adotadas pelo governo americano.
VEJA TAMBÉM:
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros


