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Por que Blumenau rompeu os contratos de segurança nas escolas municipais?

A prefeitura de Blumenau (SC) rescindiu contratos de R$ 75 milhões com o grupo Orcali para serviços de vigilância e limpeza. A medida ocorre após investigações do Gaeco sobre um suposto esquema de corrupção e desvio de verbas públicas nas licitações iniciadas no ano passado.

Como funcionava o suposto esquema de corrupção investigado?

A Operação Sentinela apura se o grupo Orcali teve acesso a informações sigilosas sobre valores de concorrentes para vencer as licitações. Há suspeitas de direcionamento de contratos, pagamento de propina de cerca de R$ 2,8 milhões e lavagem de dinheiro envolvendo servidores públicos e empresários locais.

Quem assumirá a segurança nas instituições de ensino a partir de agora?

A prefeitura criou a Secretaria de Segurança Pública para coordenar a proteção escolar diretamente. Sob o comando de Alexandre de Vargas, a pasta será responsável por gerir vigilantes próprios, que estão sendo convocados por processo seletivo, eliminando a dependência de empresas terceirizadas investigadas.

O que muda no modelo de vigilância para os alunos?

Haverá o fim da vigilância armada privada. No novo modelo, agentes de vigilância do próprio município atuarão nas 132 unidades da rede municipal. Enquanto os novos profissionais são treinados, vigilantes que já trabalham em outros setores da prefeitura serão deslocados temporariamente para garantir que as escolas não fiquem desprotegidas.

O que é o projeto Muralha Escolar anunciado pela gestão?

Trata-se de um sistema de segurança digital que inclui câmeras com reconhecimento facial e leitura automática de placas em pontos estratégicos. As unidades terão botões de pânico, sensores de movimento e sirenes ligados a uma central de controle, capaz de enviar alertas imediatos para as forças policiais em caso de qualquer ameaça física.

Qual é o posicionamento da empresa Orcali sobre as acusações?

A empresa afirmou que acompanha os desdobramentos da Operação Sentinela com responsabilidade e que respeita as autoridades e o processo legal. O grupo declarou que segue colaborando com a justiça dentro dos limites da lei e mantém suas demais operações em funcionamento normal.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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