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Gazeta Agora: troca de farpas entre ministros isola, mas não cala André Mendonça no STF

Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca a troca de farpas entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No julgamento que manteve a prisão preventiva dos empresários Henrique e Felipe Vorcaro, nesta terça-feira (16), o ministro André Mendonça, o relator das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu reverter um movimento empreendido desde o fim de maio que poderia frear o avanço da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias no sistema financeiro protagonizadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e corrupção de agentes públicos.

Na sessão, Mendonça rebateu e desmentiu diretamente, ponto a ponto, uma série de críticas e ilações contra a operação lançadas por Gilmar Mendes. Negou que tenha prendido o banqueiro para forçar uma delação premiada, apontou tentativas externas de criar vícios para anular a investigação e disse que não admitiria acusações indevidas para desacreditar sua atuação e o trabalho dos investigadores.

No início do mês passado, em duas fases distintas da operação, Mendonça decretou a prisão de Henrique, pai de Daniel, e de Felipe, primo do ex-banqueiro.

Polícia interroga Bolsonaro antes de Moraes decidir sobre retorno à Papudinha

Termina na quarta-feira (24) o prazo de 90 dias dado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Antes de decidir se prorrogará o cumprimento de pena domiciliar ou mandará Bolsonaro de volta ao regime fechado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha, Alexandre de Moraes terá acesso a um relatório da Polícia Civil, que na terça (23) ouvirá explicações do ex-presidente sobre por que uma arma registrada em nome dele estava com um militar de sua segurança, durante blitz em Brasília. O sargento justificou dizendo que tinha levado o armamento para manutenção.

Para Moraes, o episódio sugere que estaria havendo descumprimento das ordens judiciais, uma vez que é obrigatória a revista dos automóveis que saem da casa de Bolsonaro – e a pistola foi encontrada a mais de 30 km de distância do condomínio.

Com Espriella eleito, direita se aproxima de virada na América do Sul

Com Abelardo de la Espriella vencendo o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia neste domingo (21) e Keiko Fujimori liderando a conturbada apuração no Peru, a direita da América do Sul está perto de “virar” o jogo político no subcontinente.

No início de 2023, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu seu terceiro mandato no Brasil, o subcontinente tinha oito mandatários de esquerda (na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Suriname e Venezuela) e apenas quatro de direita (Equador, Paraguai, Peru e Uruguai).

Três anos e meio depois, o jogo político está perto de ser revertido. Contando já o triunfo de Espriella na Colômbia e a provável vitória de Fujimori no Peru – com 99,691% das atas eleitorais contabilizadas, ela tem cerca de 40 mil votos de vantagem sobre o esquerdista Roberto Sánchez –, a América do Sul ficará dividida entre sete governos de direita (Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru) e cinco de esquerda (Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai).

Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.

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