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Quantos elefantes vivem no Brasil?

Elefantes: gosto deles. Mas quem não gosta? (Foto: ChatGPT)

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Era um sábado à tarde. Eu estava assistindo a um filme sueco ou norueguês, não lembro qual, quando espocou em minha mente a pergunta mais aleatória do mundo naquele momento: qual a população brasileira de elefantes? É, quantos elefantes vivem no Brasil? Uma pergunta para a qual eu tinha a resposta ali, ao alcance das mãos: 18. Alguns dizem 21. Estão espalhados por zoológicos e também no Santuário de Elefantes Brasil.

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Achava que era mais. Muito mais. Na casa das centenas. E girafas, quantas são? De 22 a 25. Acho graça. Lembra de quando aquela moça tatuou “girafas amazônicas”? Mas será que tatuou mesmo? E pensar que antigamente a gente achava que a ignorância era resultado da falta de acesso à informação. Claro que não é. E leões? Cerca de 100. Rinocerontes são apenas 7. E hipopótamos? Não sei e a Internet não me diz. Mas na Colômbia, por causa do traficante Pablo Escobar, eles são muitos. Essa história, aliás, deveria virar filme.

Tolices

De volta aos elefantes, porém. Gosto deles, mas isso é tolice de se dizer. Quem não gosta de elefantes? Me lembro deles nos circos. Sou desse tempo. Também me lembro de um deles no Zoológico do Rio. Um dia levei meu filho lá. Mais do que triste, eu estava destruído. Diante do animal, fiquei olhando bem dentro dos olhos dele. Olhos em que vi projetada minha própria melancolia. Andava de um lado para o outro, o elefante. Numa jaula sem grades. Enclausurado pelo tédio e pelo olhar maravilhado das crianças.

Mas o elefante mais marcante da minha memória foi mesmo um que vi aqui em Curitiba, bem na esquina da Conselheiro Laurindo com a Amintas de Barros. Sim, no Teatro Guaíra! Foi na década de 1990. Chamava-se Mila. O belíssimo e imensíssimo animal era personagem da ópera Aída, de Verdi, que contava também com um dromedário condenado a ser para sempre confundido com um camelo, coitado. Reza a lenda que certa vez Mila, que ficava abrigada ali perto, no Círculo Militar, se sentou sobre um Fiat 147. E, porque não se sabe se isso é verdade ou mentira, vou te dizer: o dono do carro era o meu pai.

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