O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na última segunda-feira (11) o relatório que pede a cassação do mandato do deputado Renato Freitas (PT). O caso segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e para o plenário da Casa, onde será decidido se o parlamentar perderá ou não o mandato.
Freitas foi denunciado por quebra de decoro parlamentar, após trocar agressões em uma briga de rua com um manobrista em novembro do ano passado. O incidente motivou 11 representações contra o parlamentar, uma delas apresentada pelo deputado Fabio Oliveira (Novo), que falou ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo.
Assista aqui à íntegra da entrevista.
Oliveira destacou que Renato Freitas acumula nove processos no Conselho de Ética. “Isso já mostra que ele é uma pessoa problemática, um deputado que não honra a Casa de Leis”, afirma. Sobre o caso da briga, o parlamentar lembra que, além da agressão em si, classificada como “covarde”, no momento do episódio Freitas estava usando um veículo pago com dinheiro público e acompanhado de um assessor.
“Vou lutar até a última gota de suor para que ele seja cassado”, garante Oliveira, ao dizer que vê condições para que ocorra a cassação do petista. “Tem os deputados passadores de pano, mas, considerando a gravidade do caso e o histórico do deputado, acredito que o plenário dará uma resposta à população paranaense”.
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Renato Freitas se diz vítima de “campanha orquestrada” de perseguição
Um dia após a decisão do Conselho de Ética, o deputado Renato Freitas subiu à tribuna da Assembleia para se pronunciar sobre o caso. Ele disse que foi vítima de uma agressão planejada decorrente de uma “campanha orquestrada permanente de difamação e calúnia”. “Essa campanha instigou parte da população, legitimando hostilidades nas redes sociais, depois nas ruas, até essa agressão injusta”, afirmou.
O deputado se disse ainda perseguido dentro da Assembleia por ter sido o único a assinar um pedido contra o ex-presidente da Casa, Ademar Traiano. “Hoje cassam Renato Freitas, amanhã pode ser qualquer um que se coloque como opositor aos coronéis da política paranaense”.


