O antigo chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro,o Marcola teria recebido por Whatsapp, enquanto ocupava o cargo, a minuta de um contrato com um modelo para formalizar venda de medicamentos à base de canabidiol no Ministério da Saúde. As informações foram publicadas no jornal O Globo e confirmadas pela CNN e a TV Bandeirantes.
A Polícia Federal (PF) teria encontrado mensagens da lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula, Lulinha, com o ex-chefe de gabinete do presidente contendo um contrato para negociar sem licitação remédios à base de canabidiol no SUS. Ele pediu para se afastar da campanha após as primeiras denúncias.
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Interlocutores de Marcola citados pelo Globo confirmaram que ele teria recebido o documento, mas afirmam ele que não o repassou depois para ninguém e nem teria feito uso dele. Os mesmos interlocutores disseram que ele teria considerado o envio “inadequado”. Esta é uma nova suspeita sobre Marcola, depois que ele confirmou ter recebido um empréstimo de Roberta e indícios apontaram para a possibilidade de ele ter recebido joias.
O advogado de Roberta Luchsinger não comentou. Em outras oportunidades, disse que só se pronunciaria nos autos. A Gazeta do Povo tenta contato com a defesa de Marcola desde o início da semana, sem sucesso. O advogado de Roberta não respondeu às mensagens da reportagem nesta terça.
Orientações e lobby
As mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger demonstram que seus contatos com Lulinha iam além da mera relação pessoal. A PF acredita que o filho do presidente pode ter orientado reuniões para supostas ações de lobby em vários escalões do governo do pai.
O conteúdo é analisado como possível indício de que Lulinha teria participação nas articulações envolvendo interesses empresariais e contatos dentro da estrutura da administração federal.
A investigação faz parte de um dos três inquéritos que têm Lulinha como alvo no STF. Dois estão sob relatoria do ministro André Mendonça. Um terceiro, e que trata de possíveis vazamentos ilegais das investigações sigilosas, está com Flávio Dino. A defesa de Lulinha trata as suspeitas como uma instrumentação das instituições em defesa de interesses políticos às vésperas da eleição.


