Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, apresentou nesta terça-feira (18), em São Paulo, as propostas de seu plano de governo para a área da saúde.
O pacote prioriza a prevenção de doenças, a digitalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a mudança nos critérios das filas de atendimento, com prioridade para pacientes em estado mais grave.
Entre as medidas está a criação de um prontuário eletrônico integrado, com o objetivo de reunir informações dos pacientes e facilitar o acesso ao histórico médico.
Caiado também defendeu a ampliação da telemedicina e o uso de inteligência artificial e outras tecnologias para melhorar a gestão e reduzir custos na saúde pública.
Segundo Caiado, o sistema atual não leva adequadamente em conta a situação clínica dos pacientes.
A ideia é utilizar dados dos prontuários para identificar quem precisa de atendimento mais urgente, em vez de seguir apenas a ordem de chegada.
Prevenção
O plano também dá ênfase à medicina preventiva e à recuperação dos índices de vacinação.
Caiado defendeu o fortalecimento da atenção básica e afirmou que a prevenção deve receber maior atenção para evitar o agravamento de doenças e reduzir a pressão sobre os serviços de média e alta complexidade.
O candidato também reclamou de questionamentos às vacinas. “A população não pode ter essa dúvida. Tem que acreditar em quem faz ciência, faz pesquisa, quem cuida de vidas e não pessoas da tese do achismo”, declarou.
Participação de Mandetta
A elaboração das propostas contou com a participação do médico Luiz Henrique Mandetta, que comandou o Ministério da Saúde no início do governo Bolsonaro.
Mandetta contribuiu para a elaboração de cerca de 40 propostas organizadas por eixos temáticos.
O ex-ministro ficou conhecido, no início da crise sanitária causada pela covid-19, pelo chamado “protocolo Mandetta”, que orientava os pacientes a procurar um hospital apenas quando apresentassem falta de ar.
Caiado aproveitou o evento para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, nenhum dos dois teria maioria no Congresso para aprovar reformas estruturais.
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