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Comissão aprova prisão especial para vigilantes e gestores de segurança privada

Segurança

Comissão aprova prisão especial para vigilantes e gestores de segurança privada

A Câmara dos Deputados continua discutindo o assunto
Da Agência Câmara – 18/08/2026 – 16:15

Ver resumo

  • A Comissão de Segurança Pública aprovou projeto que garante prisão especial a vigilantes e gestores de segurança privada em casos de prisão cautelar.
  • A medida altera o Código de Processo Penal e o Estatuto da Segurança Privada.
  • O objetivo é proteger esses profissionais do contato direto com criminosos que eles enfrentam no trabalho diário.
  • O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.
Capitão Alden recomendou a aprovação do projeto, com mudançasFoto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que garante prisão especial a vigilantes, seus supervisores e gestores de segurança privada por crimes praticados durante o trabalho ou em razão dele.

A medida assegura o recolhimento desses profissionais em locais separados dos demais presos até a condenação definitiva.

Como é hoje

Atualmente, a prisão especial está prevista, por exemplo, para ministros, governadores, prefeitos, parlamentares, oficiais das Forças Armadas, magistrados, pessoas com diploma de ensino superior, entre outros.

Mudança no texto original

A comissão aprovou a versão de relator, deputado Capitão Alden (PL-BA), para os projetos de lei 3690/24, do deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG), e 1880/26, do deputado Delegado da Cunha (União-SP), apensado.

O texto aprovado estende o benefício para os gestores de segurança privada e altera o Código de Processo Penal, além do Estatuto da Segurança Privada.

Segundo Alden, a mudança no Código de Processo Penal evita dúvidas na hora da prisão. “Atacar a raiz processual do problema garante que, independentemente do diploma consultado pelos operadores do direito na hora da lavratura da prisão cautelar, a prerrogativa esteja assegurada”, explicou.

Proteção para quem protege

O relator argumentou que a medida é essencial para proteger profissionais que atuam na linha de frente contra o crime organizado e assaltos a bancos.

“O objetivo é evitar que o profissional de segurança seja encarcerado junto com criminosos que ele combate em sua rotina de trabalho”, disse Capitão Alden.

Próximas etapas

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e depois pelo Plenário.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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