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Flávio promete dobrar o número de presídios federais e adotar “padrão Bukele” contra criminosos

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar o sistema prisional e endurecer o combate às organizações criminosas. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (17), em Belo Horizonte, durante o lançamento da candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais.

Flávio Bolsonaro defendeu uma política de segurança pública inspirada no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. “O único jeito é ser mão pesada, é padrão Bukele sim, é tratar marginal como tem que ser tratado.”

Segundo o candidato, o plano prevê a criação de mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário brasileiro. Ele também prometeu dobrar o número de presídios federais, de cinco para dez. “Vamos criar mais de meio milhão de vagas em presídios, vamos dobrar a quantidade de presídios federais de cinco para dez.”

Flávio defende aumento do tempo de prisão para “narcoterroristas”

Além da ampliação das vagas, Flávio Bolsonaro defendeu penas mais severas para integrantes de organizações criminosas. Segundo o candidato, integrantes de organizações que ele pretende classificar como “narcoterroristas” cumpririam pelo menos 20 anos de prisão.

O senador também propôs que os condenados cumpram, no mínimo, 70% das penas antes de obter benefícios previstos na legislação. “Os criminosos que pertencem a essas organizações narcoterroristas, que nós vamos classificá-las dessa forma, eles vão ficar muito mais tempo presos.”

Flávio também prometeu quadruplicar a pena mínima para quem rouba celulares e para os receptadores desses produtos. “Eu vou quadruplicar a pena mínima para ladrão de celular e para receptador de celular também.” Segundo o candidato, as medidas acabariam com o que classificou como impunidade no país.

Modelo de Bukele inspira proposta de segurança de Flávio Bolsonaro

A proposta de Flávio Bolsonaro toma como referência a política de segurança adotada por Nayib Bukele em El Salvador. Desde 2022, o governo salvadorenho mantém um regime de exceção para ampliar as ações contra organizações criminosas.

Desde que assumiu a Presidência de El Salvador, em 2019, Nayib Bukele transformou o combate ao crime em uma das principais bandeiras de seu governo.

A política de segurança foi acompanhada por uma forte redução dos homicídios no país: a taxa chegou a 103 mortes por 100 mil habitantes em 2015, caiu para 35,9 em 2019, ano em que Bukele assumiu, e atingiu 1,3 homicídio por 100 mil habitantes em 2025.

Flávio relaciona gastos do governo Lula ao endividamento das famílias

Flávio Bolsonaro também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador afirmou que Lula não cumpriu promessas feitas durante os três mandatos anteriores. “Quem não fez em 3 mandatos não vai ser no quarto que vai fazer.”

Na sequência, Flávio comparou Lula a uma correia sem dentes e a uma bicicleta sem corrente. “O Lula hoje é um produto vencido, é um material fadigado.”

O candidato associou o endividamento das famílias brasileiras aos gastos do governo federal. Segundo Flávio, o aumento das despesas públicas pressiona a arrecadação e contribui para a manutenção dos juros elevados. “O Lula é um governo gastador, aumenta o imposto, foram 30 novos impostos, ou aumentos de impostos durante o governo dele.”

Por isso, o senador defendeu a responsabilidade fiscal como parte de sua proposta econômica. Segundo o senador, a redução do endividamento público pode contribuir para diminuir os juros e estimular investimentos.

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