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Bebê dado como morto recebe alta hospitalar em SP

O bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, que foi encontrado vivo por uma agente funerária após ter sido dado como morto em Rio Claro (SP), recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (12) após passar quase um mês internado.

“Depois de tantos dias de luta, orações e milagres, hoje nosso pequeno Noah finalmente está em casa! Ele recebeu alta do hospital e já está no aconchego do seu lar, cercado pelo amor dos papais”, diz a publicação compartilhada pelos pais de Noah, Letícia Cristina da Cruz Santos e Josenildo Santos. 

A criança foi recebida com festa por familiares. Os pais de Noah relataram que ele ainda está utilizando uma sonda. “Ainda segue em recuperação e utilizando a sondinha, mas agora tudo isso será acompanhado de pertinho, no conforto de casa”, disseram.

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No dia 15 de julho, Noah, então com 1 mês de vida, sofreu uma parada cardiorrespiratória na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Rio Claro. Segundo o hospital, a equipe médica realizou manobras de reanimação por 45 minutos, mas a criança não teria reagido e o óbito foi constatado. 

Cerca de duas horas depois de ter sido declarado morto, uma funcionária da funerária foi recolher o corpo do bebê, mas percebeu a presença de sinais vitais e acionou os médicos. 

Noah foi readmitido na UTI e, no dia 17 de julho, foi internado no Hospital Hospital das Clínicas de Bauru (SP). Em 31 de julho, ele passou a respirar sem a ajuda de aparelhos e deixou a UTI. 

“Deus foi fiel em cada detalhe e continua cuidando do nosso pequeno milagre. Obrigada a todos que oraram, mandaram mensagens e acompanharam nossa história. Essa vitória também é de vocês!”, disseram os pais do bebê. 

Veja a íntegra da nota divulgada pela Santa Casa de Rio Claro 

“No dia 15 de junho de 2026, logo após o nascimento, o paciente N.G.C.S. deu entrada na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro com questões clínicas que exigiam uma cirurgia em unidade hospitalar especializada, fora do município de Rio Claro. A partir daí, passou a receber atendimento na UTI Neonatal enquanto aguardava a transferência cirúrgica.

No dia 15 de julho de 2026, N.G.C.S apresentou uma piora clínica, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Imediatamente, foram iniciadas todas as manobras de reanimação cardiopulmonar, conduzidas por aproximadamente 45 minutos, em estrita conformidade com os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Apesar de todos os esforços da equipe, o paciente evoluiu a óbito no final da tarde.

É importante destacar que a Santa Casa de Rio Claro dispõe de uma UTI Neonatal amplamente equipada e de uma equipe altamente capacitada, incluindo a médica responsável pela reanimação, que possui 14 anos de atuação em Neonatologia.

Após a constatação do óbito, N.G.C.S permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal por aproximadamente uma hora, para trâmites legais e acolhimento aos pais. Em seguida, conforme protocolo institucional, foi encaminhado a outro setor, para o aguardo de retirada do corpo pela instituição definida pela família.

Cerca de duas horas após a constatação do óbito, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar.

N.G.C.S foi prontamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e recebeu todos os cuidados intensivos necessários. Na manhã do dia 17 de julho, com a disponibilização da vaga que já aguardava previamente para continuidade do tratamento, N.G.C.S foi transferido para o hospital de referência.

A Santa Casa de Rio Claro e todo o corpo clínico da UTI Neonatal declaram ter vivenciado um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária. Todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, não havendo qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento. O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança.

Diante disso, a instituição respeita todas as manifestações e interpretações sobre o caso. Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre. A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento.”

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