O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (12) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel voltam ao debate político em períodos eleitorais.
Em entrevista ao Poder360, Marinho disse que as investigações não encontraram irregularidades envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“É impressionante: em todas as eleições, algumas figuras voltam à cena. Depois de ter virado de ponta-cabeça, chacoalhado, ‘torturado’ e não encontrar nada. É o caso do Fábio. Daqui a pouco aparece Celso Daniel”, afirmou o ministro.
Segundo a investigação policial, criminosos sequestraram e assassinaram Celso Daniel, então filiado ao PT, em janeiro de 2002. O caso voltou ao debate político em diferentes eleições motivado por suspeitas sobre o eventual envolvimento do entorno político de Lula no crime.
Lulinha é alvo de investigações
Fábio Luís Lula da Silva aparece atualmente em três inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência no Palácio do Planalto.
Ele também é citado em investigações relacionadas ao esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, Edson Claro, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que o lobista pagava uma mesada de R$ 300 mil a Lulinha.
A PF encontrou pagamentos nesse valor para a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho de Lula, mas não identificou repasses diretos para Lulinha. A investigação apura o destino do dinheiro.
Em março, a CPI do INSS rejeitou o relatório que pedia o indiciamento de Lulinha e de outras 215 pessoas.
Marinho afirmou que, caso fique comprovada alguma responsabilidade, Lulinha deverá responder pelos fatos.
“O povo brasileiro conhece o presidente Lula e sabe dos seus valores, como ele trabalha e como ele lida com isso. Ele já disse que, se o filho deve, tem que responder. Ponto”, disse.
Caso Marcola
O ministro também comentou o caso de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que deixou a chefia de gabinete de Lula em julho e, em agosto, saiu da coordenação da campanha do presidente. Marcola recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
“Para nós, isso é página virada. Os adversários vão ficar utilizando isso, então o próprio Marcola disse: ‘Olha, eu saio, vou cuidar da vida para não atrapalhar a campanha’”, afirmou.
Marinho disse ainda que Marcola deverá apresentar aos órgãos de controle as explicações sobre os pagamentos recebidos. Segundo o ministro, o caso está encerrado do ponto de vista da campanha presidencial.
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