Deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) quer proibir exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda para abate. FPA considera iniciativa “irresponsável” (Foto: José Cruz/Agência Brasil)A Frente Parlamentar da Agropecuária classificou como irresponsável o projeto de lei da deputada Gleisi Hoffmann que busca proibir a exportação de animais vivos para abate. O setor produtivo alerta que a medida, protocolada no fim de julho de 2026, pode causar graves prejuízos econômicos e reduzir a concorrência no mercado nacional, afetando diretamente a renda dos pecuaristas brasileiros.
O que prevê o projeto de lei apresentado por Gleisi Hoffmann?
O projeto quer proibir que bois, búfalos, ovelhas, cabras, porcos e cavalos sejam enviados vivos para outros países com o objetivo de abate ou engorda. Quem desrespeitar a regra poderá sofrer punições que vão de multas e apreensão dos animais até a cassação do registro de exportador. A ideia é permitir o envio apenas de animais para reprodução, pesquisa científica ou exposições.
Quais são os argumentos da deputada para defender a proibição?
Gleisi Hoffmann afirma que esse mercado é pequeno perto do abate total no Brasil e que traz problemas de imagem para o país. Ela argumenta que os animais deveriam ser processados em frigoríficos brasileiros, o que geraria mais empregos e impostos aqui dentro, além de evitar riscos sanitários e críticas sobre o bem-estar animal durante as longas viagens de navio.
Por que a bancada do agronegócio é contra a medida?
A Frente Parlamentar da Agropecuária afirma que a exportação de gado em pé é uma atividade legal e regulamentada que traz bilhões de dólares para o Brasil. Segundo os parlamentares, ao retirar esse canal de venda, o produtor rural perde opções e fica dependente apenas dos frigoríficos locais, o que pode derrubar os preços pagos ao pecuarista e prejudicar a economia de estados como Pará e Rio Grande do Sul.
O Brasil pode perder mercados internacionais se a lei for aprovada?
Sim, esse é um dos grandes temores. A FPA ressalta que países que compram animais vivos, como Turquia e Egito, têm razões culturais e religiosas para isso. Se o Brasil parar de vender, esses compradores não vão necessariamente passar a comprar carne processada brasileira; eles podem simplesmente buscar outros fornecedores internacionais, fazendo o Brasil perder divisas e contratos importantes.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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