São esperadas para as próximas horas as definições sobre os nomes dos políticos que vão compor como vices nas chapas dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG). O prazo para fim das convenções partidárias 2026 ocorre nesta quarta-feira (5), mas essas composições também podem ficar para depois desse prazo.
No caso do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a escolha de uma mulher para a vaga de vice na chapa, que é uma tendência passível de confirmação, passa pela articulação política com outras siglas.
Partidos têm até a data de 15 de agosto para bater o martelo sobre o nome dos vices, prazo final para o registro das candidaturas em 2026.
A entrada de um partido aliado na coligação é considerada estratégica pela campanha de Flávio, principalmente após siglas do Centrão — União Brasil, Progressistas e MDB — declararem neutralidade na corrida presidencial, ao menos para o primeiro turno. A posição do Progressistas afastou a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser a mulher escolhida para compor a chapa.
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Podemos e Republicanos fecham período de convenções partidárias
O Podemos, sigla presidida pela deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), discute o apoio a Flávio e a possibilidade de a presidente do partido integrar a chapa presidencial como vice. O partido também avalia permanecer neutro na disputa ao Palácio do Planalto.
Aliado de Flávio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), tem estreitado conversas com Abreu para consolidar a aliança. Já o Republicanos realiza a convenção partidária nesta terça-feira (4), véspera do fim do prazo estabelecido pela legislação eleitoral.
No último final de semana, o cacique do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), chegou a acenar em direção à aliança com Flávio durante a convenção da sigla no estado de São Paulo, em evento que confirmou o pré-candidato à reeleição, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
No entanto, o acordo deve ser limitado ao estado paulista. Pereira já avisou Flávio Bolsonaro que a convenção desta terça-feira deve confirmar a neutralidade do partido na corrida presidencial.
Filiada ao Republicanos, a economista Daniella Marques era cotada como candidata a vice-presidente na chapa do PL. Ela foi presidente da Caixa Econômica Federal e braço-direito do ex-ministro Paulo Guedes durante o governo Bolsonaro.
Além da estratégia de contar com uma mulher na chapa para atrair o voto feminino, a entrada de outras siglas na chapa do PL é considerada importante para que Flávio Bolsonaro tenha mais tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Se não atrair uma sigla aliada, o PL tende a escolher uma mulher do partido. Os nomes cotados são da deputada federal pelo estado de Santa Catarina Júlia Zanatta, que é pré-candidata à reeleição no Congresso, e da vereadora de Fortaleza Priscila Costa, vice-presidente do PL Mulher e aliada de Michelle Bolsonaro.
Caso o PL não chegue a um consenso sobre o nome de uma mulher, as opções para vice de Flávio Bolsonaro são os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Marcos Pontes (PL-SP).
Marinho teve um papel de destaque na pré-campanha presidencial com a coordenação das principais articulações políticas para a construção dos palanques nos estados para Flávio. Segundo apuração da Gazeta do Povo, a decisão do PL deve ser tomada na quinta-feira (6).
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Tendência é Zema ter nome do Novo em chapa “puro-sangue” à Presidência
Se não confirmar nenhuma aliança nacional, o Novo terá que optar por um candidato da sigla para vice ao lado de Zema na chapa presidencial. O nome mais cotado é o do pré-candidato ao governo do Ceará, o senador Eduardo Girão.
O senador cearense faz parte da bancada do Congresso Nacional mais alinhada à direita conservadora e chegou a receber o apoio de Michelle Bolsonaro (PL-DF) no lançamento da pré-candidatura estadual. A posição da ex-primeira-dama provocou uma crise interna no PL, que articulou apoio à pré-candidatura do tucano Ciro Gomes, desafeto do ex-presidente Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais.
O outro nome cotado pelo Novo para ocupar a vaga de vice de Zema é o do cientista político Felipe D´Avila, ex-candidato à Presidência da República pela sigla. O ex-governador mineiro também chegou a declarar que gostaria de ter o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como vice, mas a hipótese foi descartada devido ao impasse interno no partido deste, o Democracia Cristã.
O Novo não descarta a possibilidade de arrastar a decisão para depois do período das convenções partidárias. As siglas podem definir o vice até o dia 15 de agosto, prazo máximo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
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Vagas ao Senado em estados estratégicos devem ser confirmadas na véspera do prazo
No Paraná e em Minas Gerais, a desistência de dois pré-candidatos com grande potencial eleitoral encaminhou a definição do quadro ao Senado. No estado paranaense, o ex-governador e ex-senador Alvaro Dias (MDB-PR) anunciou que não vai disputar uma nova eleição para evitar “divisão” política.
Em posicionamento público, Alvaro Dias disse que não encontrou, dentro do grupo do governador Ratinho Junior (PSD), condições necessárias para ele seguir com a candidatura própria. Segundo a pesquisa Genial/Quaest mais recente com o recorte no Paraná, Dias liderava a disputa pelas duas cadeiras ao Senado, com 20% das intenções de voto.
Sem o emedebista no páreo, a tendência é que o grupo político de Ratinho Junior (PSD-PR) confirme o nome da jornalista Cristina Graeml (PSD-PR) para buscar a segunda vaga ao Senado na chapa do grupo, ao lado do deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos-PR).
Quem também deixou a corrida eleitoral foi o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), favorito ao governo de Minas Gerais de acordo com a última rodada estadual da Genial/Quaest. Segundo o levantamento, ele liderava os três cenários estimulados de primeiro turno com o nome dele. As intenções de voto oscilavam entre 34% e 35% das intenções de voto.
Ao lado do presidente do partido, Marcos Pereira, o mineiro anunciou que não disputará o pleito ao Executivo por questões pessoais. O irmão do senador, Mateus Azevedo, morreu recentemente em decorrência de uma leucemia.
A decisão do Republicanos sobre a eleição ao governo estadual de Minas também impacta a corrida pelo Senado. Sem Azevedo, os partidos de direita, entre eles o PL, articulam uma aliança em favor do nome de Marcelo Aro (PP-MG). Assim, o ex-secretário da Casa Civil do governo Zema deve deixar a pré-candidatura ao Senado mineiro para disputar o Executivo.
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Metodologia das pesquisas citadas
- Genial/Quaest Minas Gerais: 1.482 entrevistados entre os dias 22 e 26 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº MG-03490/2026.
- Genial/Quaest Paraná: 1.104 entrevistados de 21 a 25 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-04818/2026.
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