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Petro acusa EUA e Israel de usar software para favorecer direita nas eleições

Gustavo Petro afirmou, sem provas, que EUA e Israel estão por trás de uma fraude eleitoral que garantiu a vitória da direita nas eleições do país. A declaração surge dias antes de deixar a presidência da Colômbia.

No X, o governante em fim de mandato alegou que os países acusados utilizaram um software israelense para alterar os resultados nas urnas a favor de Abelardo de la Espriella, aliado do presidente Donald Trump, que toma posse na próxima sexta-feira (7).

“As forças genocidas israelenses roubaram as eleições colombianas, e o novo presidente não é legítimo segundo o voto popular da Colômbia. Estão nos levando de volta ao vice-reinado e à colônia, e nós, como povo colombiano, juramos perante a espada de Bolívar, como princípio fundamental da República da Colômbia, à soberania popular, ou seja, à soberania do povo para determinar os direitos, as liberdades e os deveres dos cidadãos colombianos”, escreveu o líder de esquerda nas redes sociais.

Petro atribuiu a suposta fraude ao financiamento do narcotráfico e ao uso de recursos de inteligência do setor privado israelense.

“A Colômbia escolheu Iván Cepeda como seu presidente nos votos reais depositados nas urnas, o software israelense que rompeu a soberania nacional da Colômbia substituiu em grande porcentagem, que pode chegar a 1.800.000 votos manipulados algoritmicamente a partir de um software preestabelecido entre companhias privadas que dominam o escrutínio eleitoral no país”, acrescentou.

Em outra publicação no final de semana, o presidente colombiano acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ser responsável pela crise migratória na cidade espanhola de Ceuta, onde dezenas de milhares de pessoas entraram vindas do Marrocos na semana passada. “Eles pagam pessoas pobres para arriscarem suas vidas para chegar à Espanha, e os pobres muçulmanos deveriam poder obter o direito à autodeterminação em uma democracia real no Marrocos”, declarou Petro.

De la Espriella diz que desobediência civil de esquerda busca desestabilizar democracia

O direitista Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia, afirmou neste domingo que a desobediência civil contra seu governo, anunciada pela oposição de esquerda e por Petro, busca desestabilizar a democracia a partir de 7 de agosto, quando ele assumir o cargo.

“Eles estão se preparando para desestabilizar o país. Eu sou o presidente de todos os colombianos e farei cumprir, com toda a força da Constituição e da lei, o que o povo colombiano decidiu, que foi me eleger”, declarou De la Espriella em um comunicado em suas redes sociais cinco dias antes de sua posse.

O senador Iván Cepeda, derrotado por uma pequena margem por De la Espriella no segundo turno das eleições de 21 de junho, anunciou ontem que a oposição ao presidente eleito realizará manifestações em Bogotá, Cali e Barranquilla no dia 7 de agosto.

“Não serão mobilizações ou marchas, serão concentrações em Barranquilla (…) na cidade de Cali estaremos no monumento em Puerto Resistencia (…) e na cidade de Bogotá no Capitólio”, disse Cepeda, do Pacto Histórico, partido de Petro, que não reconhece a eleição de De la Espriella.

Cepeda disse em um comunicado em Cartagena que essas concentrações “pacíficas” fazem parte das ações de “desobediência civil” contra o presidente eleito.

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