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Faucigate e o silêncio cúmplice da imprensa

Anthony Fauci durante depoimento no Senado dos Estados Unidos. (Foto: Matthew Kaminsky/EFE/EPA)

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No finalzinho de minhas longas férias, parei com o descanso para gravar um vídeo sobre o depoimento de Anthony Fauci no Senado americano. Na verdade, a ausência de depoimento. O poderoso tecnocrata invocou a Quinta Emenda para ficar em silêncio e se recusou a responder qualquer pergunta. O assunto é tão importante que mereceu essa atenção, até porque quase toda a imprensa brasileira preferiu ignorar o acontecimento.

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Fauci, não custa lembrar, era sinônimo de ciência durante a pandemia do Covid. O que ele falava era considerado verdade incontestável pelos jornalistas. Medidas drásticas e autoritárias foram adotadas por governantes no mundo todo com base nas diretrizes defendidas por Fauci. O método científico, que clama por refutação, e o método jornalístico, que exige questionamento, foram abandonados em prol de uma agenda que transformou ciência em seita ideológica, com terríveis consequências para a humanidade.

O medo vende. O pânico rende audiência, como a turma histérica do “aquecimento global” bem sabe. Al Gore ficou mais rico, Greta Thunberg foi capa da revista Time, e o mundo não derreteu e continua aí. O medo também é um ótimo instrumento de controle e poder. Fauci, assim como Tedros Adhanon, o revolucionário marxista da OMS, foi um dos maiores responsáveis por esse experimento social bizarro em 2020.

Para quem não sucumbiu à histeria, nada novo. Fauci agiu de forma similar durante a epidemia da AIDS, mascarando dados científicos em prol de uma agenda ideológica

E o que seus diários e anotações em servidores públicos demonstram é que, por trás do czar da ciência, havia um ser humano vaidoso, encantado com a fama repentina e preocupado com sua imagem, mais do que com os fatos e com as vidas de milhões de cobaias. Se algum dado era incômodo para sua agenda política, então pior para o dado. Isso é o oposto de ciência, claro.

Fica evidente que Fauci cometeu crimes contra a humanidade, e por isso Joe Biden, antes de sair da Casa Branca, garantiu imunidade preventiva ao tecnocrata. Congressistas republicanos expuseram detalhes constrangedores de suas mensagens e apertaram Fauci contra a parede, mas ele simplesmente permaneceu calado. A fama de celebridade desapareceu, não há mais Julia Roberts ou Beyoncé, e sim a visão de que Fauci foi um vilão nessa história.

Para quem não sucumbiu à histeria, nada novo. Fauci agiu de forma similar durante a epidemia da AIDS, mascarando dados científicos em prol de uma agenda ideológica. Não havia mais grupo de risco, pois era algo politicamente incorreto de se dizer, e milhões de pessoas caíram na paranoia desnecessária com a ajuda de Fauci. Em vez de punição, ele foi promovido, e o resultado está aí.

Durante a pandemia, algumas (poucas) vozes tentaram trazer mais luz do que calor, fazer perguntas duras, respeitar o verdadeiro método da ciência. Fomos calados, rotulados de negacionistas, censurados e cancelados. Mas o tempo é amigo da razão. Tenho orgulho e ter sido um desses que lutaram pelo bom senso e pela busca honesta da verdade. Se você digitar Rodrigo Constantino e lockdown no Google, eis o que aparece:

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“O comentarista Rodrigo Constantino foi um forte crítico dos lockdowns durante a pandemia de COVID-19, argumentando que essas medidas causavam danos econômicos e desespero social superiores aos benefícios reais contra o vírus. Afirmou repetidamente que fechar o comércio e restringir a circulação destruía empregos sem comprovação científica sólida de eficácia. Definiu as manifestações contra as restrições sanitárias como gritos de desespero de trabalhadores afetados pelas medidas de isolamento. Acusou governadores, prefeitos e parte da imprensa de utilizarem o discurso da ciência de forma autoritária para impor agendas políticas e restringir liberdades individuais”.

Como os diários de Fauci e seu ensurdecedor silêncio mostram, eu estava do lado certo da história, ao lado de muita gente boa. Nós fomos ridicularizados por quem nada entende de método científico. Meu canal no YouTube foi desmonetizado e perdi uma importante fonte de renda. Mas nada pode conter quem se baliza pela busca da verdade. E esses, hoje, foram vingados. O Faucigate expõe a farsa da “ciência” por trás de decisões autoritárias e claramente desprovidas de evidências científicas.

Resgato um alerta que usei muito durante a pandemia: “Nossa liberdade está ameaçada em muitos campos pelo fato de estarmos prontos demais para deixar a decisão a cargo do especialista ou para aceitar, de forma pouco crítica, sua opinião sobre um problema do qual ele conhece intimamente apenas um pequeno aspecto”. Hayek sabia das coisas e conhecia bem os limites da ciência transformada em “cientificismo”.

Não sou dos mais otimistas quanto ao provável uso político de novas crises, porém. Conheço a natureza humana o suficiente para saber que milhões de indivíduos estão suscetíveis a cair em histeria novamente e aceitar cegamente medidas autoritárias em nome da ciência. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, como disse Santayana. Aprendemos com a história que poucos aprendem com a história…

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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