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TRF4 reverte condenações de suspeitos por envolvimento no plano de sequestro de Moro

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) alterou parte das condenações de investigados por integrarem um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para sequestrar e atacar autoridades públicas

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O caso foi julgado em primeira instância em 2025, quando os réus receberam penas entre cinco e 14 anos de prisão

Para os desembargadores, ficou comprovada apenas a participação das duas na ocultação de bens ligados ao grupo criminoso — o que configura lavagem de dinheiro —, sem evidências de que integrassem a estrutura responsável pelo planejamento dos atentados

O TRF4 também absolveu Lucimario Rodriguez de Oliveira da acusação de tentativa de sequestro

Por outro lado, o TRF4 alterou o regime inicial de cumprimento de pena de semiaberto para fechado das rés Aline Arndt Ferri, Aline de Lima Paixão e Cintia Aparecida Pinheiro Melesqui.

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Mulher absolvida foi casada com integrante do PCC

A defesa de Oscalina Lima Graciote, representada pelo advogado Gustavo Polido, afirmou que ela era a única ré do processo denunciada exclusivamente pelo crime de organização criminosa

De acordo com a defesa, a relação da cliente com a investigação decorria do casamento com Janeferson Aparecido Mariano Gomes, apontado como um dos líderes da célula do PCC

“Ninguém pode ser condenado por presunção, nem por um fato que não consta na acusação. Minha cliente sempre negou qualquer envolvimento com a facção, e o Tribunal, ao analisar as provas com cautela, recognized que a denúncia não se sustentava e que a defesa tinha razão”, afirmou Gustavo Polido à Gazeta do Povo.

A reportagem também procurou a defesa de Hemilly Adriane Mathias Abrantes

A defesa disse que a condenação anterior era uma “grave injustiça” por associar o nome de Hemilly a uma organização criminosa. “A absolvição pelo TRF4 lava a honra de uma cidadã inocente, que teve sua vida e reputação severamente abaladas por uma acusação infundada”, completou.

A reportagem buscou contato com a defesa dos demais réus do processo e o espaço segue aberto para manifestações

Quadrilha chegou a cogitar sequestro de Moro nas eleições em 2022

De acordo com a investigação, o plano para sequestrar autoridades públicas começou a ser estruturado em janeiro de 2022

Em fevereiro daquele ano, Patric Uelinton Salomão, conhecido como “Forjado” e apontado como integrante da cúpula do PCC, deixou a Penitenciária Federal de Brasília

Em maio, segundo os autos, Janeferson determinou a Aline Ferri a execução de um “trabalho responsa”, expressão usada pela organização para se referir ao levantamento de informações sobre o senador Sergio Moro e seus familiares

Nos meses seguintes, o grupo adquiriu um veículo blindado Mercedes-Benz ML 500, registrado de forma fraudulenta em nome do pai de Hemilly Abrantes, que seria utilizado na ação

A primeira tentativa de execução do plano estava prevista para o segundo turno das eleições de 2022

O plano voltou a ser colocado em prática nos meses seguintes, mas acabou descoberto após uma testemunha prestar depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, revelando o esquema para sequestrar Moro e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya

Em março de 2023, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sequaz, cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados

Em junho de 2024, Janeferson e Reginaldo, apontados como integrantes da organização, foram assassinados dentro do sistema prisional

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