O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca as explicações que Flávio Bolsonaro enviou à Polícia Federal.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou por escrito à Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (28), os esclarecimentos no inquérito que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O interrogatório ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Flávio, porém, optou por responder às perguntas por escrito, em vez de prestar depoimento presencial ou por videoconferência.
A investigação começou após uma publicação de Flávio em uma rede social, em janeiro deste ano, na qual o senador cita Lula e crimes de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas e armas. A postagem ocorreu após militares dos Estados Unidos capturarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o levarem para uma prisão em território norte-americano.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio no dia 3 de janeiro.
Nunes Marques será relator de ação do PT contra vídeo de Bolsonaro feito com IA
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, será o relator da ação do PT contra o vídeo produzido com inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) exibido na convenção do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.
O PT pediu a remoção do conteúdo e acusa o PL de suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial. Na gravação, o avatar com imagem e voz idênticas às do ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão injusta”, mas declara o apoio ao filho.
Além de acionar o TSE, o PT enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes uma notícia de fato para informar sobre o episódio dentro do processo de execução penal do ex-presidente.
Cinco vezes em que Lula tomou partido nas eleições de outros países
As declarações do presidente argentino Javier Milei durante a convenção do PL no último sábado (25) acertaram em cheio seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como consequência de ter chamado o petista de “ladrão” e “presidiário”, e o ministro do STF Alexandre de Moraes de “lixo careca”, o Planalto – via Itamaraty – convocou o embaixador da Argentina no Brasil para transmitir a “repulsa” pelas declarações.
Em comunicado oficial, a diplomacia brasileira condenou os “impropérios” emitidos pelo líder da Casa Rosada durante visita privada a São Paulo. A base da reclamação, que não apareceu de forma tão explícita, parece ser o fato de um presidente estrangeiro ter tomado posição sobre um adversário de Lula nas eleições de outubro de 2026.
Curiosamente, o próprio Lula não tem o costume de poupar apoios diretos a candidatos em eleições presidenciais de outros países. Seja na América Latina, seja nos EUA, o petista não mediu esforços para apoiar nomes da esquerda – algumas vezes, sem sucesso.
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