As delegações de França e EUA se desentenderam na ONU, nesta segunda-feira (27), após o representante do país europeu comparar as decisões de Washington às de ditaduras como Coreia do Norte e Rússia.
O clima de tensão entre os países ganhou um novo capítulo com o boicote do representante suplente dos EUA na Assembleia Geral da ONU, Dan Negrea, durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia. Ele abandonou o encontro durante um discurso do embaixador francês Jérôme Bonnafont.
O protesto ocorreu após uma votação sobre a renovação do mandato do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, que Washington foi contra. Paris, então, criticou o posicionamento do país e disse que os EUA deixaram de ser uma referência em direitos humanos e um “farol da liberdade” por votarem juntamente à Coreia do Norte, Nicarágua, Mali e Rússia.
Ao retornar à sessão, e após se referir à guerra entre a Ucrânia e a Rússia, Negrea acusou a França de “fingir indignação moral” e de tentar “dar lições ao resto dos países”.
“Não lhes concederemos o privilégio de ouvir seus absurdos politizados até que abandonem sua retórica condescendente e desrespeitosa e se comportem de maneira condizente com sua posição neste Conselho”, afirmou o americano, justificando sua saída da reunião.
Negrea lembrou que Washington apoiou a França “em todos os conflitos em que as suas liberdades foram ameaçadas” e afirmou que os EUA “continuam a ser um farol de liberdade para o mundo”.
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