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Trump pede à Suprema Corte que autorize restrições ao voto por correio

O governo de Donald Trump ingressou com uma nova demanda na Suprema Corte, nesta segunda-feira (27), solicitando aos magistrados que autorizarem a aplicação de uma ordem executiva, atualmente bloqueada, que busca impor restrições à votação por correio antes das eleições de meio de mandato de novembro.

O pedido da gestão republicana surge uma semana depois que um tribunal de apelações de Massachusetts confirmou o bloqueio à ordem presidencial emitida em abril, que visa impor controles restritivos à votação por correio.

A medida do governo federal exige que o Serviço Postal distribua cédulas de votação por correio apenas para eleitores listados como elegíveis nas listas de registro eleitoral estaduais, compiladas com informações fornecidas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).

Quase duas dezenas de estados e o Distrito de Columbia processaram o governo Trump logo após a emissão da ordem, argumentando que ela era inconstitucional e que seu verdadeiro objetivo era a supressão de votos.

Na corrida para as eleições de meio de mandato, Trump intensificou sua retórica sobre o cometimento de fraude eleitoral por correio, sem apresentar provas.

Além disso, o presidente tem conduzido uma extensa campanha de lobby para que o Congresso aprove seu projeto Save America Act, que exigiria que os estados solicitassem comprovante de cidadania para o registro de eleitores em eleições federais.

O argumento usado para justificar a suspensão do decreto executivo é que o presidente não teria autoridade para alterar a forma como as eleições são conduzidas.

O governo também processou 29 estados na tentativa de obter cópias de suas listas de registro de eleitores, que incluem datas de nascimento, números de carteira de motorista e partes dos números do Seguro Social dos eleitores. Os tribunais impediram o governo de obter essas listas em três estados e ainda não se pronunciaram sobre os demais.

A votação por correio ganhou importância sem precedentes durante a eleição presidencial de 2020, quando milhões de americanos recorreram a esse método em meio à pandemia.

Apesar das alegações de fraude de Trump, autoridades eleitorais, tribunais e agências federais concluíram que não havia evidências de fraude generalizada e afirmaram que o sistema possui “múltiplos mecanismos de verificação e auditoria”.

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