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Moraes dá 5 dias para resposta de órgãos paulistas sobre tornozeleira de “Débora do Batom”

Sequência de ocorrências de ausência de sinal de GPS colocaram prisão domiciliar de Débora em risco. Defesa diz que quantidade em curto espaço de tempo é indicativo de falha e pede substituição do equipamento. (Foto: Débora Rodrigues/Arquivo Pessoal / Joedson Alves/Agência Brasil)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu um prazo de cinco dias para que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) responda questões sobre o monitoramento eletrônico da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida como “Débora do Batom”. Ela cumpre pena de 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em seu despacho, Moraes cita a ausência de sinal de GPS em relatórios recentes e quer saber se isso decorre de falha técnica ou de violação do monitoramento. Em maio, o relatório citado apontou 88 ocorrências de ausência de sinal de GPS. Débora cumpre pena em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica e medidas cautelares.

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Falhas no sinal de GPS

A determinação de Moraes atende a requerimentos formulados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa já sustentou nos autos, em maio, que os episódios não representariam tentativa de evasão, mas sim instabilidades técnicas do sistema de monitoramento, reiterando que a apenada permaneceu em sua residência.

Moraes ordenou ao Núcleo de Monitoramento de Pessoas da SAP-SP que esclareça os registros que apontaram ausência de sinal de GPS no equipamento da apenada. A unidade deverá indicar se as ocorrências derivam de falha técnica operacional do sistema ou se configuram violação efetiva das medidas impostas. A Gazeta do Povo procurou a SAP-SP para saber se já havia uma resposta ao pedido do STF.

Na mesma decisão, o ministro notificou a Penitenciária Feminina de Tremembé/SP para que informe sobre a validade de cursos profissionalizantes, comprove a existência de um convênio com o Poder Público e a inserção dos cursos no projeto político-pedagógico da unidade prisional, além de encaminhar as certificações oficiais.

Pedidos pendentes

A apuração sobre os dados de localização e os comprovantes de estudos antecede a análise de pedidos formulados pela defesa de Débora Rodrigues.

Entre as solicitações pendentes estão a homologação de dias de remição de pena obtidos por trabalho, leitura e aprovação no Enem, a progressão de regime para o semiaberto, com direito a saídas temporárias e trabalho externo, e o reconhecimento de excesso de execução.

Relembre

Débora do Batom foi condenada a 14 anos de prisão por associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de Golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, a cabeleireira escreveu “perdeu, mané” com batom na Estátua da Justiça. A frase veio do ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, logo após o presidente Lula (PT) vencer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

A relação entre a conduta e a punição levou Débora a ser um símbolo, para a direita, de que haveria desproporcionalidade nas penas e ausência de individualização das condutas que culminaram em danos aos prédios públicos da capital federal.

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