O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (22) que confia nas urnas eletrônicas e defendeu que é preciso evitar uma discussão que “não leva a lugar nenhum”. A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, questionar a segurança das urnas em um evento com diplomatas.
“Olha, eu confio nas urnas. Até porque, se não confiasse, eu não estaria disputando eleição. Foram as urnas que me trouxeram aqui. Então, eu sigo acreditando”, disse Tarcísio durante o evento de 25 anos da BandNews TV, na capital paulista.
“Acho que a gente tem que discutir projetos, olhar o que o Brasil precisa. É sair dessa discussão que não vai levar a lugar nenhum e começar a pensar em projetos”, acrescentou o governador.
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Nesta terça (21), Flávio deu a entender que “muitas” urnas eletrônicas usadas no Brasil “têm a mesma origem” das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, informação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em diversas ocasiões.
Ele citou relatórios da CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, que levantam suspeitas sobre o processo eleitoral na Venezuela. Os documentos foram tornados públicos pelo governo americano na semana passada.
“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país. Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse o senador aos diplomatas.
Após a repercussão, a equipe responsável pela pré-campanha de Flávio divulgou uma nota oficial, na qual o senador nega que tenha questionado a segurança do sistema de votação eletrônico brasileiro. “Não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil”, diz o comunicado.
Nesta quarta (22), a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador pelas declarações. Em uma série de notas oficiais ao longo dos últimos anos, a Corte eleitoral reforçou que a empresa venezuelana Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras.
“Dessa forma, o TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras”, enfatizou o Tribunal.
Em 2023, o TSE tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por abuso de poder político e desvio de finalidade por realizar uma reunião com embaixadores, em julho de 2022, na qual criticou a segurança das urnas eletrônicas. Na ocasião, a reunião, realizada no Palácio da Alvorada, foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.
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