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Brasil e China fortalecem aliança e avaliam ampliar parceria comercial

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, discutiu a ampliação dos laços bilaterais com o regime chinês nesta quarta-feira (22), durante encontro oficial na Ásia.

O representante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta semana da 3ª reunião entre a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e o Brasil, no contexto do 59º encontro de chanceleres do grupo.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse à Vieira que há um interesse de Pequim em ampliar a parceria econômica com Brasília.

Ainda, Yi reforçou o apoio do regime de Xi Jinping à “soberania” brasileira, que estaria em risco com as ações dos EUA contra o país, por exemplo com o tarifaço e a recente designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Durante o encontro, o chanceler chinês disse que o gigante asiático tem “o prazer” de ver o Brasil desempenhar um papel maior nos assuntos internacionais e que “aprecia” os esforços do Brasil de defender “a justiça e os direitos dos países em desenvolvimento”.

Yi também declarou que Pequim “continuará apoiando o país na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento”.

No mês passado, Mauro Vieira já havia se reunido com seu homólogo chinês, ocasião na qual o diplomata asiático afirmou que “os povos de ambos os países estão mais unidos do que nunca”.

O chanceler chinês também destacou que “a influência global, estratégica e de longo prazo” de ambos os países tornou-se mais proeminente, ao mesmo tempo em que indicou que “a cooperação pragmática em diversos campos tem se fortalecido continuamente”.

Os encontros diplomáticos ocorrem em meio a uma maior pressão dos EUA para conter a influência da China e da Rússia na América Latina. Nesta quarta-feira entrou em vigor a nova tarifa de Washington de 25% sobre importações brasileiras.

O Brasil ainda corre o risco de ser submetido a outra cobrança, já que também em junho o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sugeriu aplicar outra sobretaxa de até 12,5% ao país e outras 59 nações, alegando falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

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