A senadora Tereza Cristina (PP-MS) descartou nesta terça-feira (21) a possibilidade de ser vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A informação foi divulgada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e confirmada pela assessoria da senadora.
A parlamentar, considerada uma das principais cotadas para a vaga, deve focar na disputa pela presidência do Senado, como a Gazeta do Povo já havia adiantado em abril.
“Ela me disse hoje [terça, 21] que é candidata à presidência do Senado, que esse é o objetivo dela”, declarou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil. O dirigente ressaltou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidirá o vice de Flávio.
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“Quem vai decidir o vice vai ser o Bolsonaro, que tem uma sensibilidade muito grande para isso. Depois da indicação do Tarcísio [de Freitas] em São Paulo, eu passei a respeitar as opiniões do Bolsonaro”, disse o presidente do PL.
Com isso, Flávio chegará a convenção nacional do PL, marcada para este sábado (25), sem um vice definido. Valdemar ressaltou que ainda acredita em uma aliança nacional com o PP, além de estar articulando com partidos como União Brasil, Republicanos e Podemos.
Até o momento, nenhum partido declarou apoio oficialmente à pré-candidatura do senador. O líder do PL admitiu que Flávio não havia se preparado previamente para o pleito antes de ser escolhido pelo pai.
“O Flávio não estava preparado para ser candidato. Ele foi escolhido por Bolsonaro, mas não tinha uma estrutura, não tinha feito um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Agora que estamos conseguindo andar nesse assunto [alianças]”, disse.
Valdemar sobe o tom contra Kassab
Durante a entrevista, Valdemar subiu o tom contra o presidente do PSD, Gilberto Kassab. O presidente do PL criticou Kassab ao ser questionado sobre a diferença nas respostas enviadas pelos dois ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre as indicações de emendas parlamentares.
Na semana passada, Dino bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar, após a Polícia Federal apontar que ele teria influenciado a destinação de recursos mesmo sem ter um mandato. O ministro pediu informações a todos os dirigentes partidários.
Em resposta ao STF, Valdemar disse que apenas faz sugestões sobre a possível alocação dos valores. Já Kassab negou qualquer interferência na destinação das emendas. Dino mandou as respostas dos dois à Polícia Federal.
Ao comparar sua atuação com a de Kassab, Valdemar defendeu que é obrigação de um presidente de partido sugerir a destinação de verbas para municípios em dificuldades. Valdemar citou que o líder do PSD falou sobre a importância das emendas durante um encontro com prefeitos do partido.
“Que credibilidade tem o Kassab? Os presidentes [partidários] vão responder [ao STF] que não têm nada, que não querem saber disso e não entrar nessa história [das emendas]”, disse o dirigente.
Ele citou que Kassab “não merece credibilidade” por ter sido ministro da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e ter pedido demissão na véspera do impeachment, momento em que “todo o PSD”, votou a favor da destituição da petista.
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