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Moraes nega pedido de Bolsonaro para receber visita de Milei

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante o período de prisão domiciliar. A decisão mantém as restrições impostas a ele, que está proibido de receber visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.

O encontro havia sido solicitado para o dia 25 de julho, às 16h, na residência de Bolsonaro, em Brasília, e também previa a entrada da comitiva oficial argentina. Segundo os advogados do ex-presidente, a reunião teria caráter institucional e diplomático, sem deslocamentos e sem qualquer alteração nas medidas cautelares determinadas pelo STF.

“A Defesa apresentou petição requerendo autorização para realização de visitas ao apenado em 25/7/2026. JULGO PREJUDICADO O PEDIDO, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensão pelo prazo de 30 (trinta) dias”, escreveu Moraes na decisão que a Gazeta do Povo teve acesso.

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A defesa de Bolsonaro sustentou que a visita de Milei não representaria risco ao cumprimento das restrições impostas pelo ministro. Mesmo assim, Moraes rejeitou o pedido e manteve a proibição de visitas, limitando o acesso ao imóvel apenas aos profissionais já autorizados pela decisão judicial.

As novas restrições foram determinadas após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ler publicamente uma carta escrita pelo pai com suposto conteúdo político e eleitoral, há uma semana. A defesa alegou que Bolsonaro desconhecia que o texto seria divulgado nas redes sociais, mas o ministro rejeitou integralmente essa justificativa.

Javier Milei desembarca no Brasil para participar da convenção nacional do PL, em que deverá apoiar o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República. Aliados políticos e representantes da direita, Milei e Bolsonaro mantêm relação próxima, enquanto o presidente argentino já classificou a situação enfrentada pelo ex-presidente brasileiro como um caso de “perseguição judicial”.

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A delegação argentina prevista para acompanhar Milei será formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, pela secretária-geral da Presidência, Karina Milei, irmã do presidente argentino, e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby. O pedido encaminhado ao STF também buscava autorização para que todos os integrantes da comitiva tivessem acesso à residência de Bolsonaro.

A aproximação entre Milei e a família Bolsonaro ganhou novo capítulo no fim de junho, quando o presidente argentino recebeu Flávio Bolsonaro em Buenos Aires. Após o encontro, Milei publicou uma foto ao lado do senador e escreveu: que “vem aí a maré azul para o Brasil”, enquanto Flávio respondeu afirmando que a “maré azul” libertará “todas as Américas”.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o mês de março, quando foi submetido a um tratamento de uma grave pneumonia nos dois pulmões contraída no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília. Ele cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pelo STF por supostamente liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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