A Casa Branca saiu em defesa dos jogadores da Argentina que exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas” após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo no último dia 15. A manifestação levou a Fifa a abrir uma investigação por possível violação das regras que proíbem atos de natureza política durante as partidas.
Nesta sexta-feira (17), o diretor da força-tarefa do governo Donald Trump para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmou que os atletas tinham o direito de se manifestar enquanto estivessem nos Estados Unidos. Segundo ele, a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana protege esse tipo de manifestação.
“Nós acreditamos nos direitos garantidos pela Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América. Quanto à capacidade e à oportunidade de fazer esse tipo de manifestação, eles têm esse direito nos Estados Unidos da América”, afirmou durante entrevista coletiva.
A manifestação ocorreu logo após a classificação da Argentina para a final do Mundial. Os jogadores Giovani Lo Celso e Lisandro Martínez ergueram uma faixa com a inscrição “As Malvinas são argentinas”, em referência ao arquipélago conhecido pelos britânicos como Ilhas Falkland.
Segundo a imprensa argentina, o material foi confeccionado por torcedores com um lençol de hotel, levado ao Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, e lançado ao gramado durante a comemoração. Os atletas recolheram a faixa e a exibiram diante da torcida.
O episódio reacendeu a disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pela soberania das ilhas. Em 1982, os dois países travaram uma guerra pelo arquipélago, que terminou com a vitória britânica. Desde então, Londres mantém o controle do território, enquanto Buenos Aires continua reivindicando sua soberania.
A Fifa informou que abriu um procedimento para apurar o caso. O regulamento da entidade proíbe manifestações de caráter político, religioso ou ideológico em competições organizadas pela federação.
Além de comentar a polêmica, Giuliani falou sobre a final da Copa do Mundo, marcada para este domingo (19), entre Argentina e Espanha, em Nova Jersey. O assessor do presidente Donald Trump classificou Lionel Messi como “um dos maiores jogadores de todos os tempos” e afirmou esperar uma decisão histórica.
“Acho que será uma final inacreditável. A Argentina conseguiu uma reação impressionante contra uma seleção inglesa muito forte. Muitos acreditavam que este seria o ano em que a Inglaterra voltaria a disputar uma final de Copa do Mundo depois de 60 anos. Agora, terão de esperar até 2030 ou mais tarde”, disse.
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