Na foto (esq. p/ dir.): Iolanda Viola, Presidente do Instituto Synapse; Altair Olivo Santin, professor do Programa de Pós-Graduação em Informática da PUCPR; Ericson Sávio Falabretti, pró-reitor de Desenvolvimento Educacional da PUCPR; o general Barbosa, comandante de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro; Andreia Malucelli, pró-reitora de Operações Acadêmicas da PUCPR; e o coronel Antuani (Foto: PUCPR)
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O Exército Brasileiro confirmou mais uma edição do Exercício Guardião Cibernético (EGC), o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul. A edição deste ano acontece entre 21 e 25 de setembro na sede principal, em Brasília, e nos hubs de Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Esta será a primeira vez que a capital paranaense receberá o treinamento, viabilizado pelo Projeto Córtex (Projeto Tecnológico de Cibersegurança, Inteligência Artificial e Tecnologias Quânticas), por meio da parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e o Instituto Synapse. Em Curitiba, o evento será realizado no Centro de Realidade Estendida da PUCPR, no câmpus Curitiba.
Promovido anualmente, o Guardião Cibernético reunirá, em 2026, mais de 240 instituições públicas e privadas — entre agências reguladoras, setores de água, telecomunicações, indústria, comércio, serviços e instituições de ensino — para simular ataques virtuais em larga escala, com o objetivo de testar e fortalecer a resiliência das infraestruturas críticas do país.
Ao longo do evento, serão treinadas e aperfeiçoadas capacidades voltadas à prevenção, detecção e resposta a incidentes cibernéticos. Entre as atividades, destaca-se o treinamento de gestão de crises para lideranças e tomadores de decisão, simulando situações de coordenação política e institucional sob pressão. Além disso, também serão realizadas atividades práticas para equipes operacionais especializadas em conter ataques e restabelecer sistemas.
“A segurança cibernética deixou de ser uma preocupação restrita à área de tecnologia e passou a fazer parte da agenda estratégica de governos e empresas. Trazer o Exercício para Curitiba amplia a integração entre os diferentes atores do ecossistema e cria um ambiente propício para a troca de conhecimento, treinamento e desenvolvimento de capacidades que contribuem para tornar as infraestruturas críticas mais resilientes”, ressalta Cid Vianna, diretor do Projeto Córtex.
O treinamento acontece em um cenário que já preocupa empresas, governos e especialistas. Atualmente, 79% das empresas brasileiras afirmam estar mais expostas a ataques cibernéticos, enquanto 40% relatam ter sofrido algum tipo de incidente digital, segundo pesquisa da Grant Thornton e Opice Blum Advogados.
No último mês, o incidente envolvendo o sistema de alertas da Defesa Civil reacendeu a preocupação com a segurança digital das infraestruturas críticas do país. Na ocasião, mensagens com o termo “misantropia” foram enviadas indevidamente à população após uma invasão cibernética.
Curitiba estreia como hub do Guardião Cibernético
Pela primeira vez em oito edições, o EGC tem Curitiba como um dos hubs para a realização do Exercício. A realização do evento na capital paranaense foi viabilizada pelo Projeto Córtex — iniciativa que visa promover a pesquisa e o desenvolvimento de soluções de uso dual para o fortalecimento da soberania tecnológica brasileira — por meio da parceria com a PUCPR e o Instituto Synapse.
Na última quinta-feira (09/07), o general Barbosa, comandante de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, e o coronel Antuani realizaram uma visita técnica à PUCPR, onde apresentaram o Exercício a membros da reitoria da Universidade: Andreia Malucelli, pró-reitora de Operações Acadêmicas da PUCPR, e Ericson Sávio Falabretti, pró-reitor de Desenvolvimento Educacional da PUCPR.
O Centro de Realidade Estendida da PUCPR, local onde será realizado o Exercício, tem capacidade para mais de 500 pessoas e conta com 18 ambientes imersivos e colaborativos. Entre eles, destaca-se uma Arena Digital com uma cúpula de 14 metros de diâmetro e uma tela em formato semiesférico, que possibilita projeções em 180° e 360°.
“Receber o Guardião Cibernético 8.0 é motivo de grande orgulho para a PUCPR e demonstra nossa capacidade de contribuir com temas estratégicos para o país. A cibersegurança tornou-se um tema central para a sociedade, exigindo profissionais qualificados, pesquisa avançada e colaboração entre academia, setor produtivo e governo. Dessa forma, fortalecemos nosso compromisso com a formação de profissionais preparados para os desafios do futuro, bem como com o desenvolvimento de soluções que gerem impacto para a sociedade e contribuam para ampliar a resiliência digital do país”, destaca Andreia Malucelli, pró-reitora de Operações Acadêmicas da PUCPR.
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