O governo Lula avalia que não conseguirá reverter de forma imediata o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora o Itamaraty tenha intensificado os esforços diplomáticos e, além disso, realizado mais de 30 tentativas de contato com autoridades norte-americanas, nenhuma iniciativa avançou. Dessa forma, integrantes do governo reconhecem um cenário complexo e, por isso, defendem cautela para evitar o agravamento da crise entre Brasília e Washington.
Enquanto isso, diplomatas entendem que a decisão da Casa Branca tem um componente político mais forte do que comercial. Por esse motivo, o Planalto analisa alternativas diplomáticas e jurídicas; contudo, admite que qualquer reação exige uma avaliação cuidadosa. Assim, o governo busca reduzir os impactos da medida e, ao mesmo tempo, evitar novos desgastes na relação bilateral com os Estados Unidos.
Fiesp culpa Lula por tarifaço e coordenador de campanha petista reage: “Vergonhoso”
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIesp) atribuiu diretamente ao governo e a atitudes do presidente Lula a aplicação de novas taxas dos Estados Unidos a produtos brasileiros. A avaliação foi rebatida pelo coordenador da campanha de reeleição de Lula, que viu objetivos “político-eleitorais” na nota da entidade.
O anúncio do novo tarifaço americano na noite desta quarta-feira (15) foi seguido de uma série de repercussões, tanto do setor produtivo como do governo brasileiro. O governo petista atribuiu a crise à família Bolsonaro e sua relação com Donald Trump, enquanto a oposição da direita sustenta que o endurecimento da relação bilateral se deve à condução hostil do comando brasileiro. A Fiesp acompanhou esta avaliação.
Com bandeira do Brasil, Lula diz que governo “não vacilará” na defesa da soberania
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar nesta quinta-feira (16) sobre a crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio do novo tarifaço. Em publicações nas redes sociais, o petista afirmou que o país “não vacilará no dever de defender e preservar nossa soberania”.
Uma imagem mostrou a mão de Lula sobre a bandeira brasileira, enquanto a mensagem trazia a frase: “Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências.” O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”.
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