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Curitiba quer enterrar 120 km de fios elétricos e de telecomunicação

A prefeitura de Curitiba apresentou um projeto para enterrar a fiação elétrica e de telecomunicações na região central da cidade. Os detalhes foram adiantados pelo secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, durante uma oficina da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) que reuniu especialistas para discutir o cabeamento aéreo da cidade.

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De acordo com Puppi, o custo estimado para enterrar 120 quilômetros de fios é de R$ 1,2 bilhão. O projeto daria preferência a áreas centrais com vias pavimentadas, turísticas, históricas ou “com problemas de resiliência”.

Na apresentação, ele explicou que o valor é alto para Curitiba arcar sozinha, uma vez que o município tem orçamento anual de R$ 16 bilhões. Segundo ele, a Pars, estatal de economia mista da prefeitura criada no ano passado para estruturar parcerias público-privadas (PPPs), deverá auxiliar nesse processo.

Entre os objetivos de enterrar os fios estão a redução dos riscos de acidentes, incêndios e furtos. Além disso, por estarem embaixo da terra, os cabos ficam protegidos de eventos climáticos, evitando interrupções no funcionamento. O projeto também defende que a retirada dos postes pode diminuir a poluição visual das ruas e melhorar a acessibilidade das calçadas.

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Prefeitura considera desafiadora a execução do projeto

Em novembro do ano passado, o prefeito já havia sinalizado que estava estruturando um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para iniciar a modelagem e os estudos de viabilidade da PPP.

Na apresentação mais recente, o secretário reforçou que a execução é desafiadora, mas que “Curitiba está muito empenhada em fazer acontecer”. O vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Telecomunicações da entidade, Hélio Bampi, explicou que a ideia da oficina é elencar as prioridades e levar um plano de ação novamente para a Prefeitura, as operadoras e os provedores.

Curitiba já tem vias com fiação subterrânea

Algumas vias de Curitiba já têm fiação subterrânea. Na região central, há uma área de 1 quilômetro quadrado entre as ruas Visconde de Nácar, João Negrão, Augusto Stellfeld e André de Barros. Nesse caso, a malha foi instalada no final da década de 1960 pela então Companhia Força e Luz do Paraná.

Em 2014, a Rua Comendador Araújo teve 40 postes retirados, com 1,5 km de fios. O processo custou cerca de R$ 1 milhão, dividido entre a prefeitura, a Copel e três empresas de telefonia.

Após essa operação, a fiscalização se intensificou em todo o estado. Até agosto de 2025, a Copel, em conjunto com as prefeituras, recolheu quase 650 quilômetros de cabos que não estavam sendo utilizados ou eram irregulares.

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