Alexandre de Moraes proibiu visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro. (Foto: Victor Piemonte/STF)
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Alexandre de Moraes morre de medo de Jair Bolsonaro, dos papéis que, mesmo preso, ele poderia desempenhar. Por isso, o maior tirano do STF tem suas próprias “leis”. Por isso, ele pratica sem parar abusos, arbítrios e ilegalidades. Agora, Moraes avança sobre Bolsonaro e seu filho mais velho, pré-candidato a presidente. Mais uma vez, o tal Estado Democrático de Direito é esfacelado. Tudo o que Moraes quer é “matar” Jair Bolsonaro, custe o que custar, porque o teme. Se o plano para assassinar o ministro do STF sempre pareceu um delírio, com seu corpo sendo desovado na estrada entre Brasília e Goiânia, o esquema para eliminar Bolsonaro é real e vai sendo executado, claro, em movimentos verdadeiramente criminosos.
Bolsonaro foi condenado de forma ilegal; ele não cometeu crime algum. Se a prisão não foi capaz de pulverizá-lo, as medidas cautelares impostas servem para isso. A proibição para que use suas redes sociais ou as de terceiros não deveria impedir que outras pessoas usassem suas próprias redes para falar de Bolsonaro, ler suas cartas ou difundir suas ideias e orientações. Moraes, à revelia das leis, proibiu um filho de visitar o pai até depois do primeiro turno das eleições… Como Flávio é também advogado de Jair Bolsonaro, ele não poderia ser impedido de ter acesso ao cliente, mas a OAB está quieta. A comunicação por correspondência é garantida por lei a qualquer preso. E cogitar propaganda eleitoral na simples divulgação de uma carta escrita por um preso é um acinte.
Se um povo perde a capacidade de resistir a abusos, arbítrios e ilegalidades, a liberdade dificilmente pode ser reconquistada
O mais assustador é a constatação de que, há muito tempo, não vale mais o que diz a Constituição. Não, não somos iguais perante a lei. Basta verificar como Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em todas as instâncias, se comportava na prisão em Curitiba. Suas cartas frequentes eram lidas na íntegra em transmissões ao vivo pelos “companheiros”. Sua cela ficava aberta, funcionava como se fosse um gabinete. Em 2018, num período de apenas seis meses, foram 572 visitas na sede da Polícia Federal, uma média de três por dia. O acesso a Lula era praticamente livre a todos os correligionários e ao seu batalhão de 21 advogados. A campanha de Fernando Haddad naquele ano foi tocada da prisão. E Lula ainda pôde conceder 22 entrevistas e escrever artigos até para o New York Times.
Moraes está interferindo, mais uma vez, numa eleição. Ele encontrou na última carta do Bolsonaro lida pelo filho “expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto que podem configurar propaganda eleitoral antecipada”. Enquanto isso, Lula está em plena campanha faz tempo, usando pesadamente a máquina do Estado a seu favor. E não se trata apenas de propaganda eleitoral antecipada, capaz de gerar uma simples cobrança de multa. O desfile da Acadêmicos de Niterói este ano usou recursos dos pagadores de impostos, o que pode configurar abuso de poder econômico. E a punição a algo assim é a cassação de uma candidatura. Pelo menos, não dependendo da avaliação de um ministro do STF, a escola de samba foi rebaixada.
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O Brasil perde cada vez mais a liberdade e, se não agirmos intensamente agora, não haverá volta. Se um povo perde a capacidade de resistir a abusos, arbítrios e ilegalidades, a liberdade dificilmente pode ser reconquistada. É preciso união, que todos estejam ao lado de Bolsonaro. Se ele ainda não pode ser candidato a presidente de novo, que possa ser agora o grande articulador da importante campanha ao Senado e o principal cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro. Moraes, por enquanto, conseguiu barrar apenas uma nova candidatura do ex-presidente e treme de medo diante da liderança de Jair Bolsonaro. E nós não podemos mais ser um país sem lei, entregue a um tirano metido a valente, que acha que pode tudo, mas que no fundo é apenas um criminoso covarde.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos
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