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Flávio comenta ação contra Valdemar, cobra isonomia da PF e relembra suspeitas sobre Lulinha

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) repercutiu a ação realizada nesta sexta-feira (10) contra o presidente do seu partido, Valdemar Costa Neto. O parlamentar cobrou isonomia nas investigações da Polícia Federal (PF) e relembrou as suspeitas sobre o filho do presidente, Lulinha.

Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, mais de R$ 119 milhões em emendas parlamentares, que teriam sido indicadas irregularmente, segundo a PF, foram bloqueados das contas de Valdemar Costa Neto. A decisão foi tomada após investigações apontarem um suposto esquema de redirecionamento de recursos públicos em benefício do dirigente.

Em mensagem no X, Flávio afirmou que a PF tem atuado de “forma seletiva” para “constranger um adversário político do atual governo”.

O senador argumentou que a corporação tem alegado não dispor de recursos para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, mas “mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente”. O parlamentar lembrava as investigações sobre o caso na CPI do INSS encontram entraves alegadamente por falta de pessoal na PF.

Em nota à imprensa, a defesa de Valdemar contestou a decisão de Dino, afirmando que ela “parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.

A Gazeta do Povo procurou a Polícia Federal para comentar as declarações de Flávio Bolsonaro, mas até o momento não obteve resposta. Recentemente, o diretor-geral da PF declarou que as investigações envolvendo o filho do presidente demonstram a imparcialidade da corporação.

A defesa de Lulinha repudia com veemência o que chama de “ilação” ao vincular o nome de Fábio ao caso da farra dos descontos em aposentadorias e já defendeu ao menos duas vezes o arquivamento da investigação.

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