Regime de Xi Jinping busca demonstrar força militar com novos testes de míssil (Foto: FE/EPA/MAXIM SHEMETOV / POOL)
Ouça este conteúdo
A China realizou um exercício militar raro no Pacífico, nesta segunda-feira (6), no qual buscou demonstrar força com o lançamento de um míssil estratégico a partir de um submarino nuclear.
A ação ocorre um dia depois do Ministério da Defesa de Pequim anunciar a condução de exercícios conjuntos nas águas e no espaço aéreo no leste chinês com a Rússia.
A Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP, as forças armadas da China) informou que lançou com sucesso um míssil balístico de um submarino nuclear em “águas internacionais relevantes” no Pacífico nesta segunda-feira, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
O míssil, que carregava uma ogiva de treinamento simulada, caiu precisamente na área marítima designada, segundo a mesma fonte noticiosa.
A imprensa estatal chinesa observou que o teste fazia parte do plano anual de treinamento militar e que a China havia notificado previamente os países vizinhos ao local de lançamento sobre a ação. A declaração oficial não especificou o modelo do míssil, a classe do submarino ou a zona exata de impacto.
De acordo com o South China Morning Post, de Hong Kong, este é o primeiro teste conhecido de um míssil lançado de um submarino chinês desde 1982 e o primeiro teste conhecido realizado a partir de um submarino de propulsão nuclear.
O site especializado Defense Mirror indicou que o míssil testado é “provavelmente” um JL-3, um míssil balístico de terceira geração, movido a combustível sólido e lançado de submarino, com alcance intercontinental superior a 10.000 quilômetros.
Reação de líderes e países vizinhos
O exercício militar realizado nesta segunda-feira gerou reações condenatórias na esfera internacional.
A Presidência de Taiwan, cuja soberania é reivindicada pela China, condenou o lançamento, afirmando que Pequim está tentando “intimidar a comunidade internacional”.
O Japão, por sua vez, expressou preocupação com o lançamento e declarou que “monitoraria de perto” a situação.
A Austrália classificou o teste como “desestabilizador e preocupante”, enquanto a Nova Zelândia declarou-se “profundamente preocupada” com o teste de armas nucleares no Pacífico Sul.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, respondeu que se tratava de “treinamento militar de rotina” e “não direcionado contra nenhum país ou alvo específico”.
VEJA TAMBÉM:
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros


