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Como o novo Plano Diretor planeja o futuro de Curitiba até 2050?

Prefeitura entrega à Câmara a revisão do Plano Diretor de Curitiba. (Foto: Roberto Dziura Jr./Governo do Paraná)

A prefeitura de Curitiba entregou nesta quinta-feira (2) à Câmara Municipal a proposta de revisão do Plano Diretor. O documento estabelece as metas de crescimento da capital para os próximos 25 anos, com foco em sustentabilidade, tecnologia e maior integração com a Região Metropolitana.

O que é o Plano Diretor e por que ele está sendo revisado agora?

O Plano Diretor é a lei principal que organiza o crescimento de uma cidade, definindo onde podem ser construídos prédios, como o transporte deve funcionar e onde preservar a natureza. Por lei, ele deve ser revisado a cada dez anos. A nova proposta atualiza as regras de 2015, mas vai além: em vez de olhar apenas para a próxima década, ela projeta Curitiba até o ano de 2050 para lidar com desafios como o envelhecimento da população.

Qual é a principal mudança no modelo de planejamento da capital?

A novidade é o Desenvolvimento Orientado pela Sustentabilidade Urbana (Dosu). No passado, Curitiba focava muito na relação entre ônibus, ruas e prédios. Agora, o equilíbrio ambiental ganha o mesmo peso. A ideia é criar ‘bairros completos’, onde as pessoas morem perto do trabalho, do comércio e de serviços. Isso diminui a necessidade de longas viagens de carro, melhora a qualidade de vida e reduz a poluição.

Como a cidade pretende enfrentar as mudanças climáticas?

O plano introduz diretrizes de resiliência e justiça climática. Isso significa preparar Curitiba para eventos extremos, como tempestades que causam enchentes ou ondas de calor intenso. As ações incluem a recuperação de rios, o aumento de áreas arborizadas e a redução da emissão de gases poluentes. O foco principal é proteger os moradores mais vulneráveis, que costumam ser os primeiros atingidos por desastres naturais.

De que forma a tecnologia vai ajudar na gestão urbana?

A revisão aposta no uso inteligente de dados para tomar decisões mais rápidas e precisas. Serão criados sistemas de inteligência e ‘hipervisão’ de dados, que reúnem mapas e indicadores sobre tudo o que acontece na capital. O texto também prevê o uso ético da inteligência artificial, garantindo que as informações dos cidadãos sejam protegidas e que as decisões da prefeitura sejam transparentes.

Como será a integração com as cidades vizinhas?

Pela primeira vez, o plano tem um capítulo dedicado exclusivamente à Região Metropolitana. Como Curitiba é o polo onde muitos moradores das cidades vizinhas trabalham ou usam serviços, a prefeitura propõe projetos conjuntos. Entre os destaques estão a ampliação da Linha Verde, novas ligações de transporte coletivo para o Aeroporto Afonso Pena e a criação de corredores ambientais que passem por vários municípios.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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