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Sóstenes Cavalcante está cada vez mais encrencado

O deputado Sóstenes Cavalcante está sendo investigado por suspeita de uso de locadora de automóvel para lavagem de dinheiro. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Um amigo advogado, veterano com 50 anos de política e trabalho em tribunais superiores de Brasília, me contou que fora procurado por dois advogados amigos, pedindo conselho. Eles disseram que haviam sido sondados pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, para que o ajudassem com a descoberta, na casa dele, de quase R$ 470 mil em dinheiro vivo – normalmente, uma dinheirama dessas indica ou greve bancária, ou falta de confiança nos bancos ou necessidade de não registrar o dinheiro, certo?

Meu amigo me contou que os aconselhou a não entrarem nessa, disse a eles que seria uma fria, mas eles entraram mesmo assim; talvez não tenham resistido à oferta de honorários. Pois eles acabam de ser objeto de mandados de busca e apreensão, e ainda encontraram dinheiro com eles. Já vi falarem em R$ 400 mil, eu não sei; o que eu vi foi a foto de um suposto livro oco de Direito. Livro oco, talvez o direito ali seja oco também – isso até me lembrou do caso em que pastores e bispos da Igreja Renascer tentaram entrar nos Estados Unidos com R$ 56 mil dentro de uma Bíblia oca, em 2007. Dentro do livro havia dois maços, cada um com 100 cédulas, de R$ 50 e de R$ 100, o que dá R$ 15 mil. Se fosse só isso, seria pouquinho mais de 0,1% do valor do contrato de Daniel Vorcaro com a família de Alexandre de Moraes. Meu amigo lamentou que os seus amigos advogados não tivessem ouvido seu conselho.

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Ainda sobre essa busca e apreensão, vejo muita gente dizendo que “o objetivo não é o deputado Sóstenes Cavalcante”, mas é claro que sim; ele é o peão disso, é o eixo da operação Rent a Car, que ganhou esse nome porque uma locadora de veículos estaria sendo usada para lavar o dinheiro que estava em casa, proveniente de cotas parlamentares, verbas de gabinete, essas coisas.

Sobra material e faltam policiais para investigar roubo no INSS

Levei um susto ao saber de uma informação sobre a investigação da Polícia Federal sobre Lulinha, o “Careca do INSS” e aquela crueldade feita com milhões de aposentados e pensionistas idosos, que sofreram descontos sem autorização, num desvio de R$ 6 bilhões. Informações de bastidores dizem que a Polícia Federal foi cobrada pelo ministro relator André Mendonça sobre a velocidade da apuração, e respondeu com um relatório dizendo que só há 11 policiais trabalhando com cerca de 1,7 mil itens, e que para analisar cada um desses itens um policial leva seis dias. Numa operação aritmética rapidinha, são 954 dias corridos; tirando feriados, sábados e domingos, levaria cerca de três anos para se chegar a uma conclusão.

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Justiça barrou exigência de cotas na residência do Einstein

O juiz da 8.ª Vara Cível de São Paulo negou uma liminar pedida pelo Ministério Público Federal para obrigar o Hospital Albert Einstein, que é um hospital de referência e de excelência, a abrir cotas para residentes negros, quilombolas, trans, indígenas e deficientes. Eu me pergunto como é que ficaria o preceptor desses cotistas: cada residente tem um preceptor que fica observando, e às vezes ele percebe que o residente não conseguiu fazer uma sutura, ou não conseguiu identificar um órgão; o preceptor teria liberdade para dizer que um residente cotista falhou? E ainda há a própria questão das cotas. É incrível como contrariam a Constituição na nossa frente, na cara dos alfabetizados, que sabem ler. O principal artigo da Constituição, o caput do artigo 5.º, diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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