Presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar disse que pretende trabalhar pela reeleição de Jerônimo Rodrigues. (Foto: Cláudio Kbene/PR)
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Filiado ao PSD, o senador Otto Alencar (BA) reafirmou seu apoio ao presidente Lula (PT) horas após o anúncio de que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, será o pré-candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado.
“Candidato ou com o presidente do meu partido, se ele for o vice, ou com Luiz Inácio Lula da Silva. A minha fidelidade ao senhor não vai parar em momento nenhum”, disse Otto, durante a inauguração da nova unidade do Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas (BA), nesta quarta-feira (1º).
O apoio a Lula, de acordo com Alencar, teria como foco a consolidação do palanque para a busca pela reeleição do atual governador baiano, Jerônimo Rodrigues. Caso seja reeleito, Jerônimo consolidará a hegemonia petista na Bahia, levando a sigla a completar 16 anos consecutivos à frente do Executivo estadual.
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Hoje, Otto Alencar confere ao PSD a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Também ex-governador da Bahia, o parlamentar aproveitou para direcionar afagos ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo recente da operação Compliance Zero.
“Ele me arrancou do Tribunal de Contas. Caminho com ele até hoje. São dois votos. Agora, não pode pedir voto, mas, se fosse eu e você, eu não pediria voto para mim; pediria para você e renunciaria ao meu voto, pelo merecimento que você tem comigo. Você é um irmão que eu conheci na caminhada da vida pública e por quem tenho uma admiração muito grande”, afirmou.
Logo após o anúncio da chapa, Caiado disse que tudo o que Lula quer é que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) siga para o segundo turno, o que significaria, em sua visão, um fracasso na tentativa de unir o espectro da direita.
Tradicionalmente associado ao Centrão, Kassab já foi ministro das Cidades do governo de Dilma Rousseff (PT) e ministro da Ciência no governo de Michel Temer (MDB). Durante sua gestão como prefeito de São Paulo, articulou, ainda no Democratas, pela criação do PSD, que hoje acumula seis governos estaduais e mais de 880 prefeituras, além de uma aliança com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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