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Estlela lança Banco Imobiliário – edição Master*

A Estlela (sic) tem o prazer de anunciar o lançamento de uma edição especial, limitada e principalmente muito cara e lesiva aos cofres públicos do tradicional jogo Banco Imobiliário. Aquele de tantas brigas. Trata-se de uma versão inspirada no escândalo do Banco Master. Nele, os jogadores terão o gostinho de comprar políticos de autoridades, participar de festinhas regadas a muito Macallan e usar empresas de fachada para fazer seus trambiques. Tudo ao som de Coldplay e, se você for o Jaques Wagner, Taylor Swift.

E não é só isso. O jogador também pode ter o gostinho de ser mandado para a prisão, de negociar delações premiadas e até de ter a esperança de ser solto graças a uma manobra de seus amigos poderosos no STF. “É uma experiência imersiva no mundo da corrupção”, explica a cientista política Carla Lima, idealizadora do projeto. Ela faz questão de enfatizar o caráter lúdico do brinquedo voltado para adultos. “O tabuleiro foi pensado para gerar o máximo de discórdia política possível. Jogue com responsabilidade”, explica e alerta ela.

Testamos o jogo

Com exclusividade, a Gazeta do Povo teve acesso ao protótipo de Banco Imobiliário – versão Master e não perdeu tempo: pôs quatro de seus melhores colunistas para testar o potencial do jogo. E foi assim que Paulo Briguet, Luciano Trigo, Guilherme Macalossi e Francisco Escorsim se reuniram para uma noite de muita discussão. E também risadas. Três horas depois de começada a partida, Escorsim foi o primeiro a desistir do jogo. Culpa do Macallan, do charuto e da incapacidade de propor uma delação premiada que satisfizesse a Polícia Federal e a PGR.

Depois foi a vez de Paulo Briguet pedir para sair. Ele que àquela altura era dono de toda a banda podre do STF e de mais um punhado de empresários, deputados e senadores, ficou revoltado ao cair na Parada Livre e receber um habeas corpus de Gilmar Mendes. Restaram no jogo Macalossi e Trigo, cada qual comprando políticos e enriquecendo noite adentro. Até que este repórter desistiu de acompanhar a partida. Quem será que ganhou, hein?

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Conheça o tabuleiro:

  • Bahia: A casa onde o jogo começa.
  • Dias Toffoli: Ministro mais baratinho. Apenas um Tayayá.
  • Revés ou revés: Xi, ferrou. Você foi alvo de mais uma etapa da Operação Compliance Zero.
  • Nunes Marques: O preço é uma pechincha: umas viagens aí.
  • Ciro Nogueira: Ainda baratinho pois: Centrão.

  • Davi Alcolumbre: compre na baixa, enquanto ele for apenas um político amapaense, venda na alta, quando ele virar presidente do Senado.
  • Multipar: Holding da família Vorcaro. Porque Don Corleone já falava dos benefícios de manter os negócios em famiglia.
  • Antonio Rueda: Dono do União Brasil. Excelente relação custo x benefício.
  • Nelson Tanure: Não há nada que um relógio suíço Jaeger-LeCoultre, coisa de R$1 milhão, não compre.
  • Papudinha/Superintendência da PF: O jogador é mandado para cá caso seja pego numa das etapas da Operação Compliance Zero, se estiver negociando uma delação premiada ou se sua proposta de delação for rejeitada.

  • Paulo Gonet: O PGR, com aquela carinha de cartorário entediado, é apreciador de Macallan. Aí facilita.
  • Revés ou revés: Um tal de Sicário se suicida ou é suicidado na prisão. A coisa tá ruça.
  • Claudio Castro: Mais um ex-governador do Rio de Janeiro enrolado com escândalos. Mas é a tal coisa: you get what you pay for.
  • Fabio Faria: Eu não faria, mas o Fabio faria.

  • Revés ou revés: Suas mensagens com a namolada folam divulgadas e agora tá todo mundo lindo de você.
  • Flavio Bolsonaro: Também não queria que ele fizesse parte desse tabuleiro. Mas…
  • Festa do Macallan: Casa que exige o consumo de uísques caríssimos, de preferência em Londres. Mas também pode ser em Trancoso, na companhia de belas moças ucranianas que estão de passagem pelo vilarejo. Coincidência, né?
  • Guido Mantega: Guido Mantega? Eu conheço esse nome de algum lugar…

  • Parada Livre: Você conseguiu um habeas corpus mandrake do Supremo, delatou geral ou todo estão mais preocupados com a Copa do Mundo. Relaxa.
  • Andrei Rodrigues: O chefão da PF está em promoção!
  • Revés ou revés: Vish! Descobriram que você parou R$129 milhões para o escritório da mulher do Alexandre de Moraes. E agora?
  • Jaques Wagner: E não é que o galego é fã da Taylor Swift? Aí facilita…
  • Delação Premiada: Bora, Vorcaro! Mais uma tentativa. Quem sabe dessa vez você abre o bico de verdade. #EUACREDITO

  • João Dória: O ex-governador arroz-de-festa entrou de gaiato neste tabuleiro.
  • Revés ou revés: O ministro Amigo do Amigo do Meu Pai foi tirado da relatoria do caso Banco Master no STF. Você comprou um resort de luxo para nada!
  • Luís Estevão: R$ 27,2 milhões em patrocínio do Banco Master. Sei.
  • Ricardo Lewandowski: O ex-ministro do STF e da Justiça recebeu algo entre R$5 mi e R$6,1 mi para prestar assessoria jurídica ao Banco Master. Quantas porções de frango com polenta dá para comprar com isso, hein?

  • Prisão preventiva: Obriga o banqueiro a ir direto para a cadeia, a não ser que ele tenha comprado um ministro do STF.
  • Ronaldo Caiado: Até tu, Caiado?
  • Rioprevidência: O Rioprevidência realizou aportes de R$ 3,7 bilhões em fundos ligados ao Banco Master. Isso é o que eu chamo de previdência. E carioca, ainda por cima!
  • Romeu Zema: Na verdade foi o partido NOVOI que recebeu R$1 milhão. Mas recebeu.
  • Rui Costa: Ministro-chefe da Casa Civil de Lula e ex-governador a Bahia, onde tudo começou. Preço: duas águas de coco e um showzinho do Olodum.

  • Lula: Se tem corrupção, não pode faltar ele: Lula. Que se reuniu com Daniel Vorcaro, deu conselhos, aquela coisa toda. Dizem que não levou nada em troca. Mas… você botaria sua mão no fogo?
  • Revés ou revés: Você gastou R$222 milhões numa festa de noivado com direito a show exclusivo do Coldplay. Do Coldplay! Dinheiro não compra bom gosto mesmo…
  • Alexandre de Moraes: A joia da coroa. Na verdade, da Corte. Custa caro: R$129 milhões. Mas vale cada centavo. (Dizem).
  • Hugo Motta: R$22 milhões, diárias em hotel de luxo, um pote de Gumex – e estamos conversados!

* Conteúdo 119% satírico. Ninguém está acusando ninguém de nada. Nomes e valores foram tirados a esmo do noticiário ou da imaginação do autor.

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