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Mortes por terremotos na Venezuela passam de 1,7 mil; mais de 15 mil estão desabrigados

O chefe do Parlamento da Venezuela, o chavista Jorge Rodríguez, elevou nesta segunda-feira (29) para 1.719 o número de mortos pelos dois terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). Segundo o novo balanço oficial, os tremores também deixaram 5.034 feridos e 15.866 pessoas desabrigadas.

De acordo com Rodríguez, mais de 22,6 mil pessoas já receberam atendimento nas áreas devastadas. Os terremotos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e atingiram principalmente a zona costeira ao norte da Venezuela. Segundo o chefe do parlamento, o país registrou até o momento ao todo 611 eventos sísmicos desde os terremotos.

Rodríguez afirmou que uma nova réplica, de magnitude 4,2, foi registrada na manhã desta segunda-feira. Segundo ele, o Instituto de Sismologia do país informou que esse novo tremor não causou danos a estruturas nem deixou pessoas feridas.

Os tremores agravam a situação em La Guaira, onde o regime chavista declarou área de desastre e estabeleceu controle militar. A região concentra parte dos maiores danos provocados pelos tremores, com prédios destruídos, moradores fora de casa e equipes de resgate ainda atuando entre os escombros.

O balanço anterior, divulgado neste domingo (28), apontava 1.450 mortos, 3.150 feridos e 12.721 pessoas desabrigadas. Com a atualização desta segunda-feira, o número de vítimas fatais aumentou em 269 em menos de 24 horas.

A Organização das Nações Unidas estima que o número de desaparecidos possa chegar a 50 mil, em meio às dificuldades de acesso às áreas mais atingidas e à continuidade das buscas.

Além da destruição causada pelos terremotos, moradores de La Guaira têm relatado demora na ajuda vindo do regime e dificuldades nas operações de resgate. A população local tem afirmado que parte importante das buscas tem sido realizada por voluntários e representantes de organizações internacionais.

A tragédia também tem sido agravada por relatos de saques em comércios de La Guaira. Segundo a agência EFE, proprietários passaram a marcar fachadas com avisos de que os estabelecimentos já haviam sido saqueados, em uma tentativa de evitar novas invasões em meio ao caos provocado pelos terremotos.

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