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O terremoto e o chavismo: as tragédias da Venezuela e seus números de mortos

Moradores caminham entre os escombros de prédios que desabaram devido aos terremotos, na cidade de Catia La Mar, no estado costeiro de La Guaira (Venezuela) (Foto: EFE/ Ronald Pena R.)

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O terremoto na Venezuela já deixou cerca de 200 mortos e mais de 1.500 feridos. Um estrago muito grande. Isso mostra que os prédios não foram construídos para resistir a terremotos. Embora se saiba que há terremotos no Caribe, como aquele que ocorreu no Haiti, quando a nossa tropa brasileira de paz da ONU estava lá.

Agora, são lamentáveis essas mortes, mas ninguém se dá conta de que o regime bolivariano de Chávez e de Maduro matou, segundo relatório da Organização dos Estados Americanos, no mínimo 18 mil pessoas perseguidas politicamente, executadas sumariamente, sem passar pela Justiça. O relatório da OEA afirma que essas pessoas foram mortas extrajudicialmente. Aliás, os números mostram que Maduro matou mais do que Chávez.

Salário mínimo

Bom, eu vi um levantamento do IBGE mostrando que o salário médio do brasileiro é muito baixo, muito baixo. O estranho é o desequilíbrio. O governo fala tanto em diferenças sociais, justiça social e equiparação, mas Brasília tem o maior salário médio do país. Segundo o IBGE, são R$ 6.845. A média brasileira mensal é de R$ 3.932. Quer dizer, Brasília, foco do Estado brasileiro e sede dos três Poderes da União, tem um salário médio de R$ 6.845. Quinze estados têm média salarial inferior à metade da registrada em Brasília.

O segundo lugar está com o Rio de Janeiro, e não com São Paulo: R$ 4.501, seguido por São Paulo, com R$ 4.423. Na outra ponta está Alagoas, com R$ 2.720. São R$ 54 milhões de assalariados em uma população de R$ 212 milhões. Quer dizer, praticamente apenas um quarto da população é assalariada.

Por outro lado, vejo dois brasileiros que são CEOs, ou seja, chefes de duas das maiores cervejarias do mundo: Rafael Oliveira, da Heineken, e Michel Doukeris, da AB InBev. Para assumir o cargo na Heineken, Rafael Oliveira recebeu uma remuneração muito superior à da mulher de Moraes. São praticamente as duas maiores cervejarias do mundo. Eles ganham muito dinheiro, mas não estão aqui no Brasil. São brasileiros que vão para o exterior para fazer a vida, porque aqui os impostos, a burocracia e o Estado atrapalham quem quer crescer e ter mais renda, o que significa mais distribuição, e não essa concentração em Brasília, que contraria um princípio do ex-ministro da Economia Paulo Guedes: “Mais Brasil e menos Brasília”.

Amor à China

Gente, falando nisso, que união improvável e surpreendente: a CUT se uniu à Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. As duas entidades fizeram pressão, mas não adiantou. O governo renovou, por mais seis meses, os benefícios concedidos à chinesa BYD. Esses benefícios equivalem a 2 bilhões e 400 milhões de reais para trazer ao Brasil carros elétricos não montados. A montagem é feita na Bahia, mas os veículos chegam semimontados ou totalmente desmontados. O governo brasileiro gosta muito da China.

De Brasília, Alexandre Garcia.

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