Um novo estudo geológico publicado em 2026 revela que a Pedra do Altar de Stonehenge, na Inglaterra, foi transportada da Escócia por humanos há 4.500 anos. A pesquisa descarta a antiga teoria de que geleiras teriam movido o bloco de seis toneladas, evidenciando uma logística neolítica avançada.
Qual é a origem exata da Pedra do Altar?
Diferente das outras rochas do monumento, que vieram de locais mais próximos ou do País de Gales, a Pedra do Altar tem sua origem na Bacia de Orcadian, no nordeste da Escócia. Isso significa que ela percorreu uma distância de pelo menos 700 quilômetros até chegar à planície de Salisbury, no sul da Inglaterra, onde Stonehenge foi erguido.
Por que a hipótese das geleiras foi descartada?
Cientistas utilizaram modelos de computador para reconstruir o movimento do gelo durante a última Era do Gelo. Eles descobriram que as geleiras daquela região da Escócia se moveram na direção oposta a Stonehenge ou para áreas que hoje estão sob o mar. Não houve nenhuma rota de gelo que pudesse ter empurrado naturalmente aquela pedra específica para o sul da Grã-Bretanha.
Como os seres humanos da época conseguiram mover esse bloco?
Embora o método exato ainda seja um mistério, acredita-se que o transporte foi uma operação logística complexa que levou muitos anos. É provável que o bloco de seis toneladas tenha sido movido por terra e também por água, utilizando embarcações ao longo da costa e rios. Esse esforço demonstra que as populações da Idade da Pedra tinham tecnologias e organização social muito mais sofisticadas do que imaginávamos.
O que motivou a escolha de uma pedra tão distante?
Pesquisadores acreditam que a escolha não foi por acaso, mas sim por um forte significado cultural ou religioso. O esforço monumental para trazer um material escocês para o sul da Inglaterra sugere que aquela rocha específica tinha um valor simbólico único para os construtores, comparável à escolha de materiais nobres em grandes construções modernas.
O que essa descoberta muda na nossa visão sobre o passado?
Ela revela que a Grã-Bretanha pré-histórica não era formada por grupos isolados. Para transportar uma pedra por 700 km, era necessário que comunidades separadas por grandes distâncias tivessem contato, cooperação e objetivos comuns. Isso mostra que existia uma rede de conexões sociais e culturais muito bem estabelecida milênios antes das grandes civilizações europeias surgirem.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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