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Paraná ganha hub inédito de mineração urbana capaz de reciclar um carro em 20 segundos e recuperar terras raras

Ao reinserir esses elementos escassos de volta na cadeia produtiva local e nacional, a planta reduz a dependência de importações e resolve um gargalo crítico de ESG para as grandes indústrias (Foto: Divulgação)

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O Paraná acaba de se posicionar em um mercado estratégico global com a consolidação da nova planta da Metal Carbon Hub/Reminera, em Fazenda Rio Grande. Fruto de um investimento superior a R$ 50 milhões, a unidade de 18 mil m² abriga a única linha de mineração urbana do estado – e uma das apenas quatro existentes em todo o Brasil. O grande diferencial do hub é a capacidade tecnológica de extrair e recuperar não apenas metais tradicionais, mas também terras raras e metais nobres (como cobre, alumínio e bronze) contidos em eletrodomésticos, eletrônicos e componentes automotivos pós-consumo.

As terras raras são minerais essenciais e altamente valorizados na indústria de tecnologia de ponta, utilizados na fabricação de chips, smartphones, motores elétricos e componentes de transição energética. Ao reinserir esses elementos escassos de volta na cadeia produtiva local e nacional, a planta reduz a dependência de importações e resolve um gargalo crítico de ESG para as grandes indústrias, que agora encontram no Paraná uma solução para cumprir as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e do Planares.

De automóvel a sucata em 20 segundos

Para alcançar a escala industrial necessária e processar até 5 mil toneladas de materiais por mês, a planta trouxe ao estado um maquinário inédito: o único shredder em atividade no Paraná. Trata-se de um supertriturador de altíssima potência capaz de pulverizar estruturas complexas, como um carro inteiro, em apenas 20 segundos.

O equipamento trabalha de forma automatizada: em segundos, ele separa magneticamente o ferro de todas as frações não ferrosas. É a partir desse material triturado que a linha de produção da Reminera realiza o refino fino para recuperar os metais nobres e os elementos tecnológicos que seriam perdidos nos aterros.

Rastreabilidade e Impacto Social

A engenharia da planta foi projetada sob o conceito Zero Waste (resíduo zero), onde até as sobras não metálicas viram combustível para os fornos de indústrias cimenteiras. Toda essa esteira de valor é monitorada pelo SRA (Sistema de Rastreamento Ambiental), um software proprietário 100% online que permite às indústrias parceiras auditarem o processo de ponta a ponta, eliminando riscos jurídicos e ambientais.

O impacto econômico também se reflete no desenvolvimento regional, com a geração de 80 empregos diretos na RMC. A empresa investiu na capacitação da mão de obra local, treinando trabalhadores para operar processos industriais até então inéditos no estado.

“A mineração moderna não acontece mais apenas cavando o solo, mas sim recuperando os materiais nobres que a sociedade já descartou. Trazer a única linha de mineração urbana e o único shredder do Paraná para Fazenda Rio Grande nos permite extrair terras raras do lixo tecnológico com precisão”, destaca Gabriel Tadeu, sócio da Metal Carbon Hub/Reminera.

“Estamos provando que o Paraná pode liderar a vanguarda do ESG, transformando passivos complexos em ativos de alto valor para a indústria nacional e internacional”.

Com contratos já ativos com grandes fabricantes e gestoras de logística reversa, os materiais recuperados na planta abastecem o mercado nacional e o setor de exportação. O plano de expansão do grupo prevê, após a consolidação da unidade, o desenvolvimento de uma estrutura de fundição própria na região para verticalizar ainda mais a produção.

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