O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lamentou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), mas avaliou que não haverá impacto em sua campanha, na do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência ou na composição ao Senado.
“Temos que aguardar o recurso que a defesa vai protocolar. Eu faço meus os argumentos que a defesa apresentou, então acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo, a eleição do Flávio, a eleição dos nossos senadores aqui”, afirmou.
Além dos quatro anos e dois meses de prisão, Eduardo foi condenado a oito anos de inelegibilidade. Com a incidência da Lei da Ficha Limpa, o prazo começa a contar somente após o cumprimento da pena. Com isso, o ex-deputado não poderá concorrer a nenhum cargo por 12 anos.
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A impossibilidade de concorrer já era dada como certa pelos aliados, uma vez que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já estava no Texas por conta das investigações abertas pelo Supremo. Agora, a expectativa é de que a justiça americana sirva como local para apontar perseguição por parte de Moraes, quando o governo brasileiro protocolar o pedido de extradição. O ministro teve sua primeira derrota na Itália, quando foi reconhecido, pelo Supremo Tribunal de Cassação, que vítima e julgador foram a mesma pessoa no caso da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL).
Tarcísio voltará a enfrentar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), a quem já derrotou em 2022. Na eleição anterior, Haddad substituiu o presidente Lula (PT) na corrida ao Planalto, sendo vencido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


