A agência Associated Press registrou nesta quarta-feira (17) imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando mal dos Estados Unidos e do mandatário americano, Donald Trump.
As imagens foram captadas na transmissão ao vivo que a agência americana fez da cúpula do G7, que está sendo realizada em Évian-les-Bains, na França. Lula fez os comentários em conversa com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung.
Embora o áudio esteja baixo e com ruídos, é possível ouvir o petista falando ao mandatário sul-coreano: “O Brasil não tem divergência com nenhum país. Nós não queremos briga. Eu não gosto de briga. Mas eu não suporto o comportamento do governo americano”.
Neste momento da conversa, o petista olha e sinaliza em outra direção, aparentemente, para Trump.
“Comportamento de imperador”, afirma Lula em seguida, que acrescenta: “Acha que pode levantar de manhã e dar ordem no mundo todo”. “Mau exemplo para a democracia”, finaliza Lula, em referência a Trump.
Nesta quarta-feira, Lula e Trump se cumprimentaram rapidamente na cúpula do G7: imagens nas redes sociais mostraram o presidente americano apertando a mão do brasileiro e lhe perguntando se “está bem”, antes de seguir em frente dizendo “bom trabalho”.
Na terça-feira (16), durante a sessão de fotos dos líderes do G7 e de países convidados, os dois presidentes não haviam se cumprimentado.
Lula e Trump se encontraram na Casa Branca no início de maio, mas desde então a relação entre os dois mandatários voltou a azedar.
Os Estados Unidos designaram os grupos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que foi classificado pelo governo petista como um desrespeito à “soberania” nacional.
Após ter suspendido a maior parte do tarifaço de 50% a produtos brasileiros imposto em 2025, a gestão Trump sinalizou este mês novas tarifas ao Brasil.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão do governo americano, sugeriu uma sobretaxa de 25% nas importações de produtos brasileiros, sob o argumento de práticas comerciais injustas, e outra de 12,5% ao Brasil e outros 59 países, alegando falhas no combate a mercadorias produzidas com trabalho forçado e escravo.
VEJA TAMBÉM:


