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Dar bom dia é coisa de comunista

Bom dia! E cuidado com o que você lê ou acha que lê na Internet. (Foto: ChatGPT)

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O professor Oreliano Koizzo está lançando um livro imperdível: “Dar bom dia é coisa de comunista” (Ed. Plisalga). Trata-se de uma coleção de histórias que mostram como gestos aparentemente banais e inofensivos foram ardilosamente criados por comunistas, tanto na URSS e na China quanto em Hollywood, a fim de destruir a Civilização Ocidental. O caso que dá título ao volume de mais de mil páginas é um bom exemplo.

Pouca gente sabe e a Globo esconde, mas antes do encontro entre Leonel Brizola e Che Guevara, em 1963, as pessoas não se davam “bom dia”. Cada um ficava na sua, cuidando da vida e da família, empreendendo e fomentando os valores da sociedade judaico-cristã. Até que, sob ordens do Kremlin, figuras importantes começaram a trocar “bom dia”. Era um código de função dupla: permitir que os membros do Partido Comunista se reconhecessem e inverter a ordem natural das coisas, excluindo Deus da equação e fazendo com que desde cedo as pessoas acreditasse que o dia seria bom por méritos dela e do Estado.

Bazar de charlatães

Quero crer que você não tenha caído na armadilha dos parágrafos anteriores. Mas, se tiver corrido até a Amazon atrás das obras completas do professor Koizzo, talvez seja a hora de parar e pensar em como você tem absorvido o que sai no noticiário e o que vê nas redes sociais. Afinal, vivemos tempos hiperpolitizados e ultraideologizados, que nos oferecem explicações fáceis para nossa misérias, inimigos convenientes para direcionarmos nossa revolta e principalmente a promessa de que tudo voltará a ser como foi um dia.

A Internet, você sabe, virou um bazar de charlatães vendendo narrativas que nos poupam do esforço incômodo de olhar para dentro. Narrativas que compramos porque é mais fácil crer que o mundo e a história conspiram contra nós do que admitir que, muitas vezes, somos simplesmente limitados. Não entendemos direito essa tal de realidade. Assim, ouso encerrar esta crônica conclamando os leitores deste espaço a exigirem um pouco mais de si. Principalmente de si. E também dos que o rodeiam. De mim. De nós, jornalistas. Dos formadores de opinião. E antes que eu me esqueça: bom dia.

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