O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca apoio de aliados do G7 para viabilizar a reabertura completa do Estreito de Ormuz após o acordo de cessar-fogo com o Irã, que está previsto para ser assinado na sexta-feira (19). Segundo informações obtidas pela agência EFE durante a cúpula em Évian, na França, Washington pediu que uma coalizão liderada por França e Reino Unido assuma uma operação de desminagem na região.
De acordo com fontes diplomáticas ouvidas pela EFE, os Estados Unidos solicitaram que a coalizão seja responsável pela identificação e remoção de minas marítimas que possam representar riscos à navegação no estreito, que pelo acordo que deve ser assinado deverá ser reaberta integralmente sem cobranças de taxas.
Segundo as fontes, o pedido americano foi feito porque Washington não dispõe atualmente dos meios especializados necessários para conduzir sozinho uma operação dessa natureza.
O Estreito de Ormuz está bloqueado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, e sua reabertura definitiva é considerada essencial para normalizar o comércio internacional de energia.
As fontes diplomáticas afirmaram que o próprio Irã tem interesse na liberação segura da passagem, já que depende da navegação pela região para exportações e movimentação de cargas. Apesar disso, o país também não teria capacidade técnica suficiente para realizar sozinho uma operação de desminagem em larga escala, embora possa possuir informações relevantes sobre a localização das minas.
O trabalho exige equipamentos especializados, como sistemas de sonar e embarcações adaptadas para identificar explosivos submersos. Em muitos casos, mergulhadores também participam das operações para confirmar a presença e realizar a neutralização dos artefatos.
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